WASHINGTON

Bolsonaro se compara a Trump e fala em libertar a Venezuela


O presidente discursou na Câmara de Comércio, em Washington, nesta segunda-feira (18)

Fellipe Leandro
Fellipe Leandro
Publicado em 18/03/2019 às 22:45
 MANDEL NGAN / AFP
FOTO: MANDEL NGAN / AFP
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O presidente Jair Bolsonaro foi na manhã desta segunda-feira (18) à Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), para uma visita de cortesia. Ele foi recebido pela diretora da agência, Gina Haspel. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, o encontro sinalizou a disposição do governo brasileiro em estreitar laços com a CIA no combate aos crimes transnacionais.

“Foi uma visita de cortesia para, a partir daí, estabelecer esse foco de cooperação na área do crime organizado, dos crimes transnacionais e, eventualmente, os acordos na área de inteligência”, disse o porta-voz. A visita não entrou na agenda oficial e a imprensa não foi avisada. Rêgo Barros afirmou que a visita foi decidida pelo presidente no avião, rumo a Washington, capital do país.

Venezuela

Rêgo Barros conversou com jornalistas após o pronunciamento de Bolsonaro na Câmara de Comércio dos EUA. Durante discurso, Bolsonaro falou em “libertar o povo da Venezuela” e em “resolver a questão da nossa Venezuela” com a ajuda dos Estados Unidos. O porta-voz afastou possibilidade de apoio a uma intervenção na Venezuela.

“O Brasil entende que a situação da Venezuela deva ser resolvida com base na nossa diplomacia, que é tão antiga e referência no mundo inteiro. Não trabalhamos com intervenção, até porque afronta a nossa Carta Magna”, afirmou o porta-voz.

Comparação com Trump

No primeiro discurso feito por Bolsonaro na noite desta segunda-feira (18) ele se comparou ao americano Donald Trump e contou que se identificou com presidente dos EUA por conta dos "ataques da mídia e das fake news (em português, notícias falsas)".

"Confesso que conheci o presidente Donald Trump por ocasião das prévias e quando ele então começou a sofrer ataques da mídia, com fake news, eu diria que dois anos antes eu já sofria a mesma coisa no Brasil, desde que a esquerda enxergou uma potencialidade nossa", declarou o presidente brasileiro.

Em outro momento, Bolsonaro afirmou que agora o Brasil tem um presidente que é "amigo dos Estados Unidos", o que segundo ele, antes era difícil. Além disso, Bolsonaro disse que tem por objetivo estreitar os laço com o país norte americano e aumentar as negociações.

O Brasil tem um potencial enorme. No mundo todo, nós temos alguns bons parceiros, mas acredito que de forma especial estou aqui estendendo as minhas mãos e tenho certeza que Donald Trump fará o mesmo amanhã para que essa parceria se faça cada vez mais presente em nosso meio", disse Bolsonaro.

Agenda

A agenda de Bolsonaro nos Estados Unidos continua nesta terça-feira (19). Ele terá um encontro bilateral com o presidente Donald Trump. Bolsonaro também visitará o túmulo do soldado desconhecido, no Cemitério Nacional de Arlington, e se encontrará com líderes religiosos no final do dia.


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