Saúde

Dia de Combate à Tuberculose: doença leva 1,6 milhão a morte por ano


Confira ainda dicas para evitar o contágio e entenda sobre a tuberculose e sua prevenção e tratamento

Giovanna Torreão Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 23/03/2019 às 11:08
ILMD/Fiocruz Amazônia
FOTO: ILMD/Fiocruz Amazônia
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O Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado neste domingo (24), alerta para a doença que afeta cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo e leva 1,6 milhão a morte por ano, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, 70 mil pessoas são diagnosticadas com a doença a cada ano e 4,5 mil vão a óbito, conforme dados do Ministério da Saúde.

De acordo com a Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), só em 2019, foram registrados 59 casos da doença, número que chama atenção diante dos 449 diagnósticos durante todo o ano de 2018. O combate à doença está entre as prioridades para saúde em 2019, propostas pela OMS.

A transmissão da tuberculose acontece através da saliva, quando a pessoa contagiada fala, espirra ou tosse, segundo o médico pneumologista da Aliança Instituto de Oncologia, Sérgio Pontes. "Acredita-se que cada pessoa infectada com a bactéria mycobacterium tuberculosis, ou Bacilo de Koch (BK), se não tratada, pode contaminar em torno de 15 indivíduos no intervalo de um ano", aponta o médico, destacando que a enfermidade acomete pessoas com baixa imunidade, como pacientes HIV positivos, que tenham alguma doença pulmonar, câncer, anemia ou diabetes.

Sintomas

Pontes esclarece que os principais indícios da doença são: tosse seca e produtiva com sangue ou não, por pelo menos três semanas; perda de peso de maneira significativa e febre, predominantemente no final da tarde, além de outros sintomas, como o mal estar. Vale destacar que boa parte dos pacientes pode não apresentar os sintomas típicos ou mesmo ter o quadro confundido com um resfriado ou uma gripe comum. "Desse modo, o paciente pode ficar meses com sintomas até uma manifestação mais grave. No entanto, boa parte dos casos só é diagnosticado durante a internação, por alguma complicação ou até mesmo após o óbito", ressalta Pontes.

Como a doença é descoberta?

De acordo com o médico, o diagnóstico é feito clinicamente, através de uma avaliação física e dos antecedentes observados pelo médico sobre o paciente e alguns exames, como o Raio-X de tórax e o exame do escarro, em que se pesquisa o bacilo de coc, que é o bacilo específico para a tuberculose. "O tratamento hoje é gratuito, distribuído pelo SUS. Quase 100% dos pacientes dos novos casos têm cura total, mas é importante o tratamento mínimo de seis meses sem interrupção", afirma. O especialista complementa que a cura definitiva só é estabelecida depois da avaliação final médica.

Tratamento

Oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento da tuberculose é gratuito . "A terapia envolve algumas medicações e antibióticos por pelo menos seis meses, a depender da situação do paciente. Claro que há efeitos colaterais, como enjoos e mal-estar, mas é muito importante não interromper o tratamento, e depois de 15 dias tomando a medicação regularmente, o paciente não transmite mais a doença, podendo conviver com outras pessoas sem o menor problema", argumenta.

Confira dicas do pneumologista para evitar o contágio da tuberculose:

- Mantenha a vacinação em dia. A BCG, que inclusive está no calendário de imunização, é uma forma de proteção;

- Evite contato com pessoas que foram diagnosticadas com tuberculose ativa e não estão em tratamento;

- E, por último, mantenha hábitos de vida saudáveis.


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