POLÍTICA

Bolsonaro autoriza celebração do 31 de março de 1964

De acordo com o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro refuta o termo “golpe” para classificar a mudança de regime em 1964

Rádio Jornal
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Publicado em 25/03/2019 às 20:45
Agência Brasil
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, aprovou a mensagem que será lida em guarnições militares e quartéis no próximo dia 31 de março, em alusão à mesma data no ano de 1964, dia da tomada do poder pelos militares. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (25) pelo porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros. De acordo com ele, Bolsonaro refuta o termo “golpe” para classificar a mudança de regime em 1964.

"O presidente não considera o 31 de março de 1964 [como] golpe militar. Ele considera que a sociedade reunida, e percebendo o perigo que o país estava vivenciando naquele momento, juntou-se, civis e militares. Nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso país num rumo que, salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém", afirmou.

Rêgo Barros falou que Jair Bolsonaro já havia determinado ao Ministério da Defesa que fizesse as “comemorações devidas com relação ao 31 de março de 1964”. Não há previsão de nenhuma celebração específica no Palácio do Planalto, porém a data poderá ser observada nas unidades militares do Distrito Federal, segundo o porta-voz.

Veto

Em 2012 a então presidente, Dilma Rousseff vetou formalmente a celebração da instituição do regime militar de 1964, mas a comemoração continuou ocorrendo informalmente.

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