PROTESTO

Em Pesqueira, índios da tribo Xukurú realizam protesto na BR-232

O protesto vai até ás 12h e, de acordo com o cacique da tribo, o atual governo federal está interferindo nos direitos indígenas

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 27/03/2019 às 10:58
Foto: WhatsApp/Rádio Jornal Pesqueira
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Índios da tribo Xukurú realizam um protesto na BR-232 na manhã desta quarta-feira (27) na BR-232, em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco. Os indígenas realizam protestos contra a mobilização nacional contra a municipalização da saúde indígena proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o desrespeito do estado contra a educação, faltas de energia elétrica nas escolas e atrasos do pagamento dos funcionários, como faxineiros e merendeiras.

O cacique da tribo fala sobre as reivindicações dos indígenas. “Esse protesto é um recado que a gente está dando para esses órgãos competentes, que na verdade são incompetentes, desde o governo federal ao estadual, a gente vem lutando há décadas. Isso é um ensaio para demonstrar que não aceitamos esse retrocesso que esse governo quer pegar a Constituição e rasgar, destruindo nossos direitos. Se for necessário, daremos nossas vidas para defender nossos direitos”, explicou.

O cacique afirma também que a tribo está reivindicando os mesmos direitos das Escolas Indígenas que foram instaurados 16 anos atrás “O Estado está devendo muito. Desde 2003 foram estadualizadas as Escolas Indígenas e as pautas que estamos reivindicando agora são as mesmas de 16 anos atrás, esse estado está precisando ter mais respeito e atender nossas reivindicações e criar uma política que nos atenda”, afirmou.

A tribo afirma que realizarão outros protestos caso o governo continue interferindo em seus direitos. “Isso aqui é para demonstrar que não estamos de brincadeira, o mínimo que devemos fazer é defender o que é nosso por direito. Se as pessoas que deveriam ser representantes da população brasileira continuarem afirmando que querem rasgar a Constituição e rasgar nossos direitos, não teremos dias para parar o nosso movimento. Esse será o primeiro de muitos que virão”, finalizou.

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