PRECARIEDADE

Estudantes de escola em Paulista realizam rodízio para assistir aulas


Os professores denunciam a falta de estrutura da escola municipal em Paulista

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 05/04/2019 às 10:19
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Os professores da Escola Municipal Paulo Freire, no bairro do Janga, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, reclamam da situação precária da estrutura da unidade de ensino.

Segundo os profissionais, o calor é muito grande nas salas de aula e também faltam bancas para os alunos sentarem. Por conta disso, os estudantes estão indo para a escola na base de um sistema de rodízio: um dia tem aula para uma turma e no outro dia tem aula para outra turma.

Confira os detalhes na matéria de Juliana Oliveira:

Amara, que é professora da escola municipal, explica a situação precária na escola. “O rodízio está sendo feito porque não tem banca, fora o calor infernal nas salas. As telhas foram trocadas para Brasilit e nós sabemos que essa telha provoca câncer. Eu não sei onde a secretaria estava com a cabeça para essa mudança tão destruidora”, reclamou a docente.

Na escola foram construídas duas salas novas, mas não estão sendo usadas porque estão vazias. “As nossas reivindicações é de que se coloque novas bancas, que tenha um sistema que dê condições de trabalho, porque da forma que está não tem condição”, pediu a professora Amara.

Protesto

O presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Municipais, Roberto Sabino, informa que está organizando um ato de protesto nesta sexta-feira (5) para cobrar da prefeitura. “O ato será em frente à Secretaria de Administração e todos os professores estão convocados. Paulista é uma das três cidades de todo o Nordeste que menos investe em educação nos últimos três anos e o que prova isso são as escolas deterioradas”, denunciou.

Nota

Em nota, a Secretaria de Educação respondeu que, em relação à climatização, a prefeitura está em processo licitatório para a compra de ar-condicionado, mas enquanto isso não acontece 200 ventiladores já foram comprados e já foram instalados na unidade.
A nota informa também que foram construídas duas salas de aulas na Escola Paulo Freire, mas as aulas estão suspensas porque não tem mobília. Com relação às bancas e cadeiras, a prefeitura informa que já fez o pedido de 4 mil unidades e metade desses produtos já chegaram e foram distribuídas para todas as unidades.


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