OPERAÇÃO

PF deflagra operação contra grupo que falsificava identidades e CPFs

Pai e filho foram presos suspeito de participar do grupo

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 09/04/2019 às 9:52
Foto: Divulgação / Polícia Federal
FOTO: Foto: Divulgação / Polícia Federal
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Granizo que tinha o objetivo de desarticular o grupo criminoso especializado em fraudes com identidade e CPFs em Natal/RN. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra Manoel Antonio da Costa Neto, de 47 anos e Breno Marcílio Gonçalves da Costa. Os presos são pai e filho.

O nome da operação foi denominada Granizo em virtude de fazer alusão de uma forma metafórica a “chuva de documentos frios”.

A ação aconteceu na última quarta-feira (3) e a investigação que foi desenvolvida em Pernambuco, detectou a atuação do grupo também nos estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. O grupo falsificava documentos de cartórios e cédulas de identidade com o intuito de obter CPFs falsos na agência da Receita Federal do Brasil em Goiana/PE.

Em 25/10/18, um adolescente foi apreendido usando documento falso de maior de idade. Após a comprovação de sua menoridade, o jovem foi liberado na audiência de custódia.

Com a continuidade das investigações a Polícia Federal conseguiu identificar outros elementos da organização criminosa e obteve da 25ª Vara Federal em Goiana/PE mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos no dia 03/04 no município de Parnamirim, Região Metropolitana de Natal, Rio Grande do Norte, em um condomínio de luxo.

Além dos documentos falsos, a Polícia apreendeu dois veículos, sendo um importado.

Presos

Pai e filho foram levados à audiência de custódia em Goiana/PE e, em seguida, após confirmação de suas prisões preventivas, foram recolhidos ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna. Os presos respondem pelos crimes de falsificação de documentos públicos, inserção de dados falsos em sistemas da Receita Federal e organização criminosa, com penas que variam de dois a oito anos de reclusão. A polícia analisa os objetos apreendidos no intuito de identificar outros criminosos e localizar outros integrantes da quadrilha.

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