INVESTIGAÇÕES

Polícia detalha prisão de quarto suspeito do latrocínio contra comerciante em Olinda


De acordo com o delegado Augusto Cunha, um dos motivos que levou a polícia a prender o suspeito foi o fato dele ser amigo dos homens apontados como executores do crime

Informações do JC online
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Publicado em 10/04/2019 às 20:41
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O funcionário José Caio da Silva que foi preso nessa terça-feira (9) por suspeita de envolvimento no latrocínio que vitimou a comerciante Mahatina Gracio de Carvalho, 27 anos, em Olinda, no Grande Recife, negou para a polícia a participação no crime. No entanto, segundo o delegado Augusto Cunha, titular da 9ª Delegacia de Polícia de Homicídios (DPH), o homem tinha uma relação de amizade com os outros três suspeitos do latrocínio, presos no sábado

De acordo com o delegado, José Caio também praticava roubos com um dos homens detidos. "Todos esses elementos que a gente colheu, o fato dele ser amigo, dele já vir praticando outros crimes em companhia dos executores, faz a gente acreditar que se trata, de fato, de uma quadrilha voltada para a prática de crimes de roubo e que esse trata-se de mais um crime orquestrado e praticado por eles", destacou.

Ainda segundo o titular da delegacia, o homem levava informações aos suspeitos. "O papel dele como funcionário é colher as informações. Primeiro a informação da quantia que foi retirada do estabelecimento, quem estaria levando e apontar para os executores o local em que a vítima poderia ser encontrada", disse o delegado.

Salatiel Brandão dos Santos Júnior, de 21 anos, Eudes Carneiro do Vale, 29, e João Carlos dos Santos Barbosa, 19, foram presos pouco mais de uma hora após o crime, que aconteceu na Avenida Tiradentes no último sábado (6).

Prática incomum

José Caio era funcionário do bar há cerca de um mês e não era comum ser deixado em casa pela comerciante. "Ela costumava levá-lo até um local próximo e, especificamente nesse dia, houve uma mudança nessa rotina e a Mahatina deixou o José Caio em casa", explicou Cunha. "Após ele descer do carro, entrar em casa, cerca de 60 a 70 metros, os executores abordaram o carro dela. Inclusive, ele afirma que ouviu os disparos e chegou a comentar com a sua esposa que 'ah, eu acho que estão assaltando a minha patroa'", disse o delegado.

Contradição

Logo após ser preso, Salatiel confessou à polícia ter sido o autor do disparo que vitimou a comerciante. No entanto, segundo o titular da delegacia, o funcionário afirmou que Eudes Carneiro teria atirado. "Ele afirma que o executor do disparo foi o Eudes , que ele estava de fato com a arma do crime, e afirma que o Salatiel assumiu por estar sob o efeito de álcool", explicou.

Arma do crime encontrada

Segundo a polícia, a arma do crime, um revólver calibre 38, foi encontrada por uma catadora de materiais recicláveis a aproximadamente 800 metros do local do crime.

O delegado afirmou também que a funcionária que estava no carro com a comerciante também está sendo investigada pela polícia. "Em algumas investigações preliminares que a gente conseguiu apurar, ela tem amizade com os suspeitos do crime em suas redes sociais", disse Cunha.


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