ENTREVISTA

"Não foi feita para atacar privilégios, mas está atacando direitos', diz Boulos sobre Reforma da Previdência


Quando questionado sobre propostas para a Previdência no Brasil, Boulos afirmou que a melhor opção seria investir numa reforma tributária

Arlene Carvalho
Arlene Carvalho
Publicado em 11/04/2019 às 9:38
Foto: Luiza Falcão/Rádio Jornal
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Em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o professor ex-candidato à Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que a proposta atual da reforma da Previdência "não foi feita para atacar privilégios, mas está atacando direitos".

"A proposta é que a idade mínima para se aposentar, com 60% do salário, seja de 65 anos e mais 20 de contribuição para o INSS. Vinte anos é algo fácil para o mais rico, que tem estabilidade de contribuição. O mais pobre, que vive de bicos e passa períodos desempregado, não consegue isso com tanta facilidade não", explicou. "Para ter o salário integral, são 40 anos de contribuição. Isso é algo que não se vê em países como a Suécia. Quase ninguém se aposenta desta forma", destacou Boulos.

Quando questionado sobre propostas para a Previdência, Boulos afirmou que a melhor opção seria investir numa reforma tributária. " A gente precisa retomar investimento público para gerar emprego. O certo seria investir numa reforma tributária e cobrar de quem tem. Não tirar de quem recebe um salário mínimo", comentou.

"Nós defendemos também mexer nos privilégios das cúpulas dos poderes , cobrar dívidas impostos de grandes empresas, que devem cerca de 57 bilhões de reais ao INSS", complementou Boulos.

Educação

Ao comentar a Educação no Brasil, o professor destacou que "quando a gente acha que não pode piorar, a gente vê que pode sim".

"O Tiririca se enganou ao dizer que 'pior que tá não fica'. Nós tivemos, com o Vélez, o pior ministro da Educação da história deste país, que não apresentava nenhuma proposta, só falava de ideologia. Agora, o Bolsonaro coloca uma pessoa que não é da área e não tem nenhuma experiência na principal pasta do governo. Despreparado e preconceituoso", comentou.

Boulos ainda comentou sobre o simbolismo da campanha "Lula Livre". "Lutar pela liberdade do Lula, que é um preso político, é uma bandeira que só vai ser baixada quando ele for libertado. Mas isso não nos impede de estar em outras brigas, como a reforma da previdência e etc", finalizou.

Confira a entrevista de Guilherme Boulos na íntegra:


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