RIO DE JANEIRO

Morte de músico: Bolsonaro diz que 'Exército não matou ninguém'


Essa foi a primeira vez que o Bolsonaro se manifestou publicamente sobre o assassinato do músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 12/04/2019 às 15:24
Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro acredita que “o Exército não matou” o músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, morto durante uma operação militar após seu carro ser fuzilado por 80 tiros.

Essa é a primeira vez que Bolsonaro se manifesta sobre o trágico episódio, que aconteceu no último domingo (7). A declaração foi dada nesta sexta-feira (12), em entrevista a jornalistas em Macapá, no Amapá, nesta sexta-feira (12).

“O Exército não matou ninguém, não, o Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de ser assassino não. Houve um incidente, houve uma morte, lamentamos a morte do cidadão trabalhador, honesto, está sendo apurada a responsabilidade”, avaliou o presidente.

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O presidente defendeu o Exército e disse que na corporação “não existe essa de jogar para debaixo do tapete”, apontando que a mesma sempre aponta responsáveis. Ele citou ainda a perícia e investigação que estão sendo realizadas para apurar as circunstâncias do crime. “O Exército, na pessoa do seu comandante, o ministro da Defesa, vai se pronunciar sobre esse assunto. Se for o caso, me pronuncio também. Com os dados na mão, com os números na mão, nós vamos assumir a nossa responsabilidade e mostrar realmente o que aconteceu para a população brasileira”, afirmou.

Relembre o caso

O músico Evaldo dos Santos Rosa foi morto em uma operação do Exército, em Guadalupe, na zona oeste da cidade. O carro em que ele estava a família foi atingido por 80 tiros disparados pelos militares. Evaldo, a mulher, o filho de 7 anos, o sogro e uma amiga da família estavam indo para um chá de bebê.

A vítima fatal foi atingida por três tiros e morreu na hora. O sogro, Sérgio Gonçalves de Araújo, recebeu um tiro nas costas e outro no glúteo. Os disparos atingiram também um homem que tentava socorrer a família.

Segundo a viúva de Evaldo, Luciana Nogueira, não houve confronto, e os tiros começaram assim que o carro da família entrou na rua.

O Exército determinou na segunda-feira (8), no Rio de Janeiro, a prisão de dez dos 12 militares que estavam na guarnição envolvida no crime.


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