POLÍTICA

Ministro decreta bloqueio das redes sociais de críticos do STF


Sete pessoas são investigadas por postarem mensagens com conteúdo de ódio ao Supremo

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 16/04/2019 às 13:48
Wilson Dias/Agência Brasil
FOTO: Wilson Dias/Agência Brasil
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O Supremo Tribunal Federal estabeleceu o bloqueio de contas das redes sociais de sete pessoas que são investigadas por publicarem ofensas contra o tribunal. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, que afirma que foram identificadas mensagens com conteúdo de ódio dirigido ao STF. Mandados de busca e apreensão foram expedidos contra os autores no Distrito Federal, em Goiás e em São Paulo nesta terça-feira (16).

A medida é resultado de uma investigação instaurada dia 14 de março, a pedido do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. O objetivo do inquérito é relatar e apurar notícias falsas, denúncias caluniosas e ameaças que atingem o respeito e a segurança de membros e familiares do STF.

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Um policial civil de Goiás entrou no alvo do Supremo após postar mensagens contra a corte. “O nosso STF é bolivariano, todos alinhados com os narcotraficantes e corruptos do país. Vai ser a fórceps”, disse um dos posts do suspeito. “O Peru fechou a corte suprema do país. Nós também podemos. Pressão total contra o STF”, ameaçou o policial em outra publicação.

Segundo o ministro do Supremo, um dos alvos de investigação é o general Paulo Chagas, que fez postagens nas redes sociais de propaganda de processos violentos ou ilegais para a alteração da ordem política e social com repercussão entre seguidores.

Após o cumprimento do mandado, o general Paulo Chagas ironizou em seu twitter:

No mandado, a ordem é para a Polícia Federal apreender todos os dispositivos eletrônicos encontrados nas casas dos suspeitos e que colha depoimentos de todos os alvos da operação.


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