TRATAMENTO

Mulher entra na Justiça para cobrar medicamento para tratar câncer raro


Maria de Fátima Parízio, de 64 anos, já perdeu 19 quilos por conta de um câncer no trato intestinal

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 16/04/2019 às 17:09
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Após sentir dores frequentes no estômago, a pernambucana Maria de Fátima Parízio, de 64 anos, resolveu ir ao médico. A princípio, o que parecia uma simples gastrite ganhou contornos dramáticos. Após passar por vários encaminhamentos médicos e dezenas de exames, o diagnóstico veio de um oncologista: ela estava com câncer no trato intestinal, um tipo bastante raro.

No caso de Maria de Fátima, o tumor atingiu principalmente o pâncreas. O que causou dificuldade do organismo dela de produzir suco gástrico para fazer a digestão. O tratamento indicado foi a aplicação do medicamento Sandostatin LAR de 30 miligramas.

O marido dela, Tadeu Falcone, conta a necessidade da esposa de fazer uso desta medicação. “A médica optou por essa medicação por ela não ter efeito colateral já que ela está muito fraca, com a imunidade muito baixa”, disse.

O problema é que este remédio custa mais de R$ 10 mil. Maria de Fátima é aposentada e Tadeu é auxiliar de vendas. Eles não têm condições de comprar o medicamento e precisam do suporte do Estado de Pernambuco. Mas, segundo o casal, isso não aconteceu.

Em setembro do ano passado, através da Defensoria Pública, eles solicitaram na Justiça que o medicamento fosse entregue. Mas Tadeu explica que esse processo ainda está tramitando. “O juiz determinou em 48 horas sob pena de multa por dia [descumprido] e até hoje não cumprido”, contou.

Confira os detalhes na reportagem de Max Augusto:

Como Maria de Fátima não poderia ficar sem tratamento, a alternativa foi se submeter à quimioterapia no Hospital Oswaldo Cruz, no Recife. Tadeu conta que esse método está produzindo efeitos colaterais muito agressivos. “Ela já está debilitada, perdeu 19 quilos. Essa quimio tem muitos efeitos [colaterais]. Ela vomita, vive com diarreia, afetou a imunidade, que já estava baixa”, lamentou.

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Resposta

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), informou que está fazendo de tudo para adquirir o medicamento da paciente. A SES também ressaltou que a medicação não é padronizada no Sistema Único de Saúde (SUS) para o caso da paciente em questão e esclarece que mesmo sendo uma decisão judicial, é preciso seguir todos os trâmites legais da administração pública para comprar o remédio.


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