POLÍCIA FEDERAL

PF deflagra operação e apreende veículos usados em esquema criminoso contra o INSS


O esquema beneficiava pessoas que residiam no Cabo de Santo Agostinho e arredores

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 16/04/2019 às 11:03
Divulgação / Polícia Federal
FOTO: Divulgação / Polícia Federal
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A Polícia Federal deflagrou uma operação para cumprir nove mandados de busca e apreensão com o intuito de apreender veículos em nomes de investigadores na Operação Manager. A Operação Coach, deflagrada na última sexta-feira (12), apreendeu quatro veículos sendo: dois Honda (Fit e Civic) em Jaboatão, dois Toyotas (SW4 e Bandeirante) em Recife e no Cabo de Santo Agostinho.

Vinte policiais federais foram mobilizados e cumpriram os mandados nas cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.

A ação que deu origem a Operação Coach foi outra, denominada de “Manager”. Esta visou quebrar um grande esquema de permissão irregular de diversos benefícios previdenciários a pessoas residentes no Cabo de Santo Agostinho e arredores, em novembro de 2016.

O esquema era composto pelo gerente da Agência da Previdência Social do INSS de São Lourenço da Mata, com a intermediação de funcionários e do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo de Santo Agostinho/PE.

Empregados e pessoas de confiança do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo de Santo Agostinho também participavam do esquema criminoso. Estima-se que o prejuízo financeiro foi por cerca de R$632.000,00 mensais na manutenção desses benefícios irregulares, totalizando um prejuízo anual estimado em R$34 milhões aos cofres públicos.

Crimes

Na época foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. Os investigados foram denunciados por diversos crimes, inclusive por lavagem de dinheiro.

Os integrantes da Organização Criminosa foram responsabilizados criminalmente pela prática dos crimes de estelionato contra o INSS, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema do governo, todos do Código Penal e associação criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas, podem chegar a 30 anos de reclusão.


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