Tragédia

CPI de Brumadinho colhe depoimentos e vota requerimentos nesta terça


A CPI de Brumadinho é presidida pela senadora Rose de Freitas (Pode-ES) e tem como relator o senador Carlos Viana

Agência Senado
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Publicado em 20/04/2019 às 9:00
Adriano Machado/Reuters/Direitos reservados
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a catástrofe de Brumadinho ouvirá três depoimentos e votará três requerimentos à partir das 13h da desta terça-feira (23). Será ouvido o engenheiro Arsênio Negro Júnior, auditor da empresa alemã TÜV SÜD. Conforme o requerimento do senador Carlos Viana (PSD-MG), relator da CPI, o engenheiro deverá esclarecer se a TÜV SÜD foi pressionada a assinar os laudos de estabilidade das barragens.

Outro convocado é César Augusto Paulino Grandchamp, geólogo da mineradora Vale. Na condição de representante legal da empresa, Grandchamp assinou a declaração de condição de estabilidade da barragem 1 da mina Córrego do Feijão, que entrou em colapso em Brumadinho. Ele chegou a ter a prisão temporária decretada.

Também está prevista a oitiva do executivo Felipe Figueiredo Rocha, do setor de Gestão de Riscos Geotécnicos da Vale. O requerimento de oitiva lembra que, segundo o Ministério Público, Felipe Rocha foi o responsável por uma apresentação interna da mineradora que apontou a situação de risco de algumas barragens.

Requerimentos

Em seguida, a comissão votará requerimentos, também apresentados por Carlos Viana, para convocação de Juarez Saliba de Avelar, diretor de estratégia, exploração, novos negócios e tecnologia da Vale; Washington Pirete da Silva, funcionário da área de gerenciamento de riscos geotécnicos da Vale; e Wagner Araújo Nascimento, chefe da divisão de fiscalização de barragens da Agência Nacional de Mineração em Minas Gerais.

Catástrofe

A CPI de Brumadinho é composta por 11 membros titulares e 7 membros suplentes. O objetivo da comissão é verificar as causas da ruptura da barragem de rejeitos tóxicos da mineradora Vale em Brumadinho, além de aferir as condições de outras barragens.

A estrutura se rompeu e matou mais de 300 pessoas. De acordo com a contagem oficial, foram identificados até agora 230 mortos, sendo que 47 ainda estão desaparecidas. 395 foram resgatadas durante as operações de socorro. Além disso, a lama tóxico destruiu o Rio Paraopeba, afluente do Rio São Francisco.

A CPI é presidida pela senadora Rose de Freitas (Pode-ES).


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