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Luvas que representaram reviravolta na carreira de Magrão viram peça de museu


Material ficará exposto na ExpoArena, na Arena de Pernambuco, em, São Lourenço da Mata

Fellipe Leandro
Fellipe Leandro
Publicado em 29/04/2019 às 19:59
Léo Motta / JC Imagem
FOTO: Léo Motta / JC Imagem
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Poderia ser apenas mais um par de luvas, dentre tantos que o goleiro Magrão já usou ao longo dos 14 anos e 700 partidas defendendo o Sport. Mas o que figura desde a tarde desta segunda-feira (29) entre as peças da ExpoArena, na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, foi carinhosamente escolhido pela esposa do jogador, Marilu, para estar ali. Com as luvas em questão, Magrão defendeu três pênaltis contra o Náutico pela Copa Sul-Americana de 2013 e levou o Leão à segunda fase da competição. O que muitos não sabem, porém, é que esse feito representou uma reviravolta na carreira do arqueiro, que, até aquele jogo, vinha pensando em se aposentar.

“Na verdade, as minhas luvas, quando acabam jogos decisivos, com o passar do tempo, ficam desgastadas. Então, eu doo. Doo camisa, chuteira. Mas essas luvas foram diferentes porque foi um momento em que eu estava pensando em parar. E, depois desses três pênaltis defendidos, eu mudei de ideia. A gente viu que era para seguir em frente ainda. E a minha esposa (Marilu) tinha pedido as luvas, dito que queria para ela. E eu acabei levando para casa, deixei guardadas. Quando veio esse convite do pessoal da Arena (de Pernambuco) para doar um par de luvas, a minha esposa não pensou duas vezes em doar esse. É um par de que fez história e que tem um sentido importante na nossa história”, comentou Magrão, que antes da sugestão de Marilu estava pensando em doar luvas novas para o acervo do museu da Arena de Pernambuco.

As peças do jogador do Sport ocupam lugar de destaquem entre os materiais da ExpoArena. Estão ao lado da flâmula do Barcelona, que fez o primeiro jogo de sua história em solo pernambucano no ano passado, com o time de lendas, e acima das camisas da seleção brasileira dos pernambucanos Hernanes e Ricardo Rocha.

ALEGRIA

“Para mim, é uma alegria muito grande. As pessoas homenageiam as outras, normalmente, depois que elas falecem, depois que partem. E ser homenageado aqui no Estado é, para mim, uma felicidade muito grande. A Arena, para mim, é um lugar que tem história. Por mais que seja um estádio novo, é um estádio que já teve jogos de Copa do Mundo, o primeiro título estadual aqui foi do Sport”, comentou.

Aos 42 anos e figurando como uma das opções do técnico Guto Ferreira no banco de reservas do Sport, Magrão não quis entrar em detalhes sobre uma nova aposentadoria. “Eu não sou imortal não (risos). A parada é inevitável, vai acontecer e pode estar próxima”, finalizou.


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