Metrô

Primeiro reajuste no valor do metrô passa a valer a partir deste domingo (5)


Até o dia 7 de julho a passagem do metrô custará R$ 2,10. O aumento foi de 31,25%

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 05/05/2019 às 17:54
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O metrô do Recife passará por seis aumentos escalonados até março de 2020, quando a passagem passará a custar R$4. O primeiro reajuste começou a valer neste domingo (5) e passagem passou de R$1,60 para R$2,10, um reajuste de 31,25%.

A juíza Maria Edna Fagundes Veloso, titular da 15 Vara Federal Cível autorizou os seis aumentos seguidos em uma audiência de conciliação ocorrida no mês passado. A polêmica do reajuste da passagem do metrô ocorre desde maio de 2018, quando foi anunciado que passaria a custar R$ 3. O aumento chegou a ser suspenso pela Justiça, depois foi retomado e ampliado.

Aumentos

Para chegar aos R$ 4 em março de 2020, estão previstos seis aumentos. O primeiro ocorreu neste domingo e o novo valor, de R$ 2,10, segue até o dia 6 de julho. Do dia 7 de julho até 31 de agosto, a passagem custará R$ 2,60. De 8 de setembro a 31 de outubro deste ano, o usuário desembolsará R$ 3. De 3 de novembro a 31 de dezembro, o tíquete passará a ser R$ 3,40. No penúltimo aumento, que ocorre de 5 de janeiro a 28 de fevereiro de 2020, o valor será de R$ 3,70, quando haverá o último reajuste, que ocorre no dia 7 de março a 30 de abril.

A decisão judicial que permitiu o aumento do metrô do Recife também é válida para Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Maceió (AL) e João Pessoa (PB).

Custos do sistema

O aumento na passagem diminuirá em apenas 20% o déficit de gastos com operação, folha de pagamento e indenizações do metrô do Recife. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o custo previsto para 2019 no Grande Recife é de R$ 541,2 milhões, enquanto a arrecadação é de até R$ 70 milhões. Com o reajuste da tarifa, poderá chegar a R$ 130 milhões.

"Esse equilíbrio que estamos buscando é para tentar diminuir o déficit da empresa. É um trabalho que tentamos há mais de dois anos para reequilibrar as tarifas do sistema. Só no Recife, onde temos nossa maior operação, há 13 anos não fazemos um reajuste", afirmou José Marques, diretor-presidente da CBTU em entrevista ao JC na semana passada. Devido ao déficit, a CBTU não descarta a possibilidade de paralisação do sistema a partir de julho, caso não haja reforço no orçamento.


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