EDUCAÇÃO

Das 100 melhores instituições de ensino superior, 90% são públicas, defende vice-reitor da UFRPE


A universidade se reunirá na tarde desta segunda-feira (13) para discutir sobre os corte de verbas nas universidades

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 13/05/2019 às 14:50
<em>Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem</em>
FOTO: Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem
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A Universidade Rural de Pernambuco (UFRPE) vai se reunir com representantes de outras instituições, nesta segunda-feira (13), às 15h, na Biblioteca Setorial da Universidade, no Campus Dois Irmãos, com o objetivo de discutir os cortes de verba do Ministério da Educação para universidades federais em todo o país.

O encontro marca a presença de deputados pernambucanos, que fazem parte da frente de valorização das universidades, que foi constituída no Congresso Nacional. Neste encontro, um documento será apresentado para destacar a importância dessas instituições para o desenvolvimento educacional do estado e também para outros setores da sociedade, como explica o professor e vice-reitor da UFRPE, Marcelo Brito Carneiro Leão.

“Das 100 melhores instituições de ensino superior desse país, 90% são públicas. Das 100 melhores avaliadas em pesquisa, 99% são públicas. Para a produção de inovação através do INPI, das 20 melhores instituições, 19 são públicas. Esses dados mostram que esses cortes e diminuição dos investimentos impactaram nas mais diversas áreas”, afirmou.

A UFRPE, que está entre as 20 melhores universidades do país, de acordo com critérios usados pelo MEC, tem corte previsto de quase R$ 28 milhões. Esse valor corresponde a aproximadamente 31% do que seria repassado pelo MEC à instituição, em 2019. Ainda segundo o vice-reitor, caso o bloqueio se concretize, existe a possibilidade da UFRPE paralisar as atividades em outubro deste ano.

“Se não for revertido o bloqueio, no máximo em outubro, a gente vai estar paralisado. A gente não tem custeio que envolve energia, água, terceirizados e etc, isso vai impactar em todas essas atividades, que acarretará na suspensão dos cursos, a interrupção de diversas pesquisas que estão sendo realizadas. Tudo isso será impactado porque não teremos o funcionamento rotineiro da instituição”, finalizou.

Confira os detalhes na matéria de Thiago Barreto:

Além da UFRPE, participam da reunião, gestores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e o Instituto Federal de Pesquisa de Pernambuco (IFPE).

Cortes

O corte de verbas para as universidades foi anunciado pelo Ministério da Educação, no final de abril. O Governo Federal definiu um bloqueio total de R$ 5,8 bilhões em investimentos nas instituições públicas. A justificativa do MEC para o contingenciamento de verbas seria a promoção de manifestações partidárias dentro das universidades federais.


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