PESCA PROIBIDA

Dupla é presa por pesca predatória e PF apreende 500kg de lagosta


A pesca e a venda de lagosta são proibidas durante o período de defeso, que começa em 1º de dezembro e acaba em 31 de maio

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 13/05/2019 às 13:35
Divulgação/Polícia Federal
FOTO: Divulgação/Polícia Federal
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Dois pescadores foram presos pela Polícia Federal por prática de pesca predatória em período proibido. Na embarcação deles, que estava há cerca de sete dias no mar, a polícia apreendeu mais de 500 kg de lagosta. A pesca e venda de lagosta são proibidas durante o período de defeso, que começou no dia 1º de dezembro de 2018 e vai até o dia 31 de maio deste ano.

Segundo a PF, o barco foi encontrado em alto mar, em Itamaracá, no Litoral Norte do Estado. Ao serem abordados, os pescadores tentaram despistar os policiais, alegando pesca de linha, no entanto no barco foram encontrados cilindro de oxigênio, botijão de gás e mangueira de mergulho característico de pesca submarina predatória, como explica o chefe de comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro.

“Nós detectamos que os pescadores estavam com todo o material para mergulhar e retirar as lagostas de seu habitat natural. Encontramos no convés 525 kg de lagosta, no qual não havia nenhum tipo de justificativa para eles negarem que estavam fazendo a pescaria”, afirmou.

As prisões foram realizadas em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) por meio da Operação Argos. Os detalhes da prisão foram divulgados hoje. Mário Jonas Silva Amorim, de 34 anos, e Lucas Batista da Silva, de 21 anos, passaram por audiência de custódia e foram encaminhados ao Cotel, como detalha Giovani Santoro.

Confira os detalhes na matéria de Elis Martins:

“Os pescadores foram trazidos para a Polícia Federal, autuados em flagrantes por estar pescando lagosta em período proibido e a pena para esse tipo de crime é de 1 até 3 anos de detenção e a fiança é de 5 mil reais, mas eles não tiveram condições de pagar”, finalizou.

As lagostas apreendidas foram doadas para uma Instituição do Sesc-serviço social do comércio, chamada mesa Brasil. O trabalho é voltado ao público de baixa renda.


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