reforma da previdência

'Tem pouco espírito democrático', diz presidente da comissão sobre Bolsonaro


Marcelo Ramos (PR-AM), que preside a Comissão Especial sobre a reforma da Previdência, afirma que o presidente da república tenta 'estabelecer o caos'

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 20/05/2019 às 10:02
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Em entrevista à Rádio Jornal nesta segunda-feira (20), o deputado federal Marcelo Ramos (PR-AM), que atualmente preside a Comissão Especial da Câmara da Reforma da Previdência, disse que houve um grande mal-entendido do que seria um novo projeto feito pela Câmara para a reforma.

“Não são dois projetos, é a síntese do projeto encaminhado pelo governo federal em conjunto com as emendas que serão apresentadas e objetos de análise por parte do relator”, afirmou Marcelo, que reforçou que o calendário da Comissão está mantido e dentro do cronograma.

O deputado explicou que algumas alterações já estão praticamente em consenso com os deputados da Câmara para serem retirados do projeto. “São as alterações na aposentadoria rural, então eu quero tranquilizar os trabalhadores rurais; as alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC), portanto eu quero tranquilizar deficientes e idosos de baixa renda; e há uma forte tendência também de não fazer alteração nos professores.”

Críticas a Bolsonaro

Sobre os comentários de que o presidente Jair Bolsonaro não estaria se envolvendo como deveria com a reforma da Previdência, Marcelo disse acreditar que Bolsonaro não teria muita convicção sobre o projeto. “Tem pouco espírito democrático. As últimas manifestações dele demonstram pouco apreço à democracia, ao diálogo, ao respeito às instituições democráticas e republicanas. Agora nós não podemos fazer com que essa tentativa de estabelecer o caos por parte do presidente contamine a nossa atuação. Nós precisamos ter responsabilidade com o Brasil. Eu costumo dizer que fazer uma reforma que prejudique os mais pobres é tão irresponsável quanto não fazer reforma”, disse Marcelo.

Confira a entrevista na íntegra:


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