RECUO

Decreto de armas: Moro diz que recuo de Bolsonaro faz parte da democracia

O ministro Sergio Moro defendeu a postura do presidente Jair Bolsonaro, que recuou e publicou novo decreto de armas

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 22/05/2019 às 18:13
Marcello Casal jr/Agência Brasil
FOTO: Marcello Casal jr/Agência Brasil
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, elogiou a decisão do presidente Jair Bolsonaro de recuar com relação à flexibilização do porte de armas. Segundo Moro, ouvir as críticas da sociedade “faz parte da democracia”. A informação foi dada durante entrevista no programa Balanço de Notícias, aos comunicadores Wagner Gomes e Igor Maciel, nesta quarta-feira (22).

O ministro disse que ouvir as críticas da sociedade faz parte do processo democrático e que alguns trechos do decreto foram considerados um excesso. "Existe um segmento da população que tende por essa flexibilização, ele fez o primeiro decreto, houve uma série de críticas e o presidente foi sensível a essas críticas. Algumas medidas que estavam no decreto anterior foram consideradas um equívoco, um excesso. Faz parte da democracia. O governo está aí para atender a população e tem que ser sensível a essas reclamações. Eu vejo essa mudança com um aspecto bastante positivo do presidente", completou.

Promessa de campanha

Sergio Moro também defendeu a posição de Jair Bolsonaro de cumprir uma das suas principais promessas de campanha. “Esse decreto de hoje que está sendo modificado foi resultado de uma promessa do presidente Jair Bolsonaro na campanha, que ele favorecia uma política de maior flexibilização do porte de armas", disse.

O governo federal publicou nesta quarta-feira (22), após fortes críticas da sociedade, um novo documento que altera regras do Decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, que trata da aquisição, cadastro, registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo no país. Em nota, o Palácio do Planalto informou que as mudanças foram determinadas pelo presidente Jair Bolsonaro “a partir dos questionamentos feitos perante o Poder Judiciário, no âmbito do Poder Legislativo e pela sociedade em geral”.

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