POLÍTICA

'Não vou para casa do inimigo', diz Pastor Isidório após se oferecer para falar com Bolsonaro

O pastor não compareceu ao café da manhã realizado pelo presidente com a bancada do Nordeste

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 23/05/2019 às 10:46
Foto: Reprodução/Facebook Pastor Sargento Isidório
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Em entrevista a reportagem da Rádio Jornal em Brasília, o deputado federal da Bahia Pastor Sargento Isidório (AVANTE/BA), revelou a Romoaldo de Souza o motivo de não ter ido ao café da manhã oferecido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos deputados da bancada nordestina na última quarta-feira (23). Na terça, o deputado federal, que é contrário ao decreto do porte de armas, se ofereceu para conversar com o presidente sobre o tema.

“Eu tenho conselhos para dar para ele, mas eu não posso ir para a casa do inimigo. Ele passou 28 anos aqui na câmara, saiu falando mal de político e ainda põe três filhos dele aqui dentro. Um homem desse precisa passar por um psicólogo”, afirmou.

O Pastor Isidório, que auto se declara, ex-gay, confessou que não votou em Bolsonaro, mas que a apoia algumas posições do presidente. “Eu não votei nele, votei em Daciolo, no primeiro turno, e em Haddad, no segundo, mas gosto de algumas posições dele e pensei que ele teria equilíbrio para administrar a nação, mas o que eles tão fazendo é incendiando”, disse o pastor.

Uma das bandeiras da candidatura de Jair Bolsonaro foi o direito ao porte e posse de armas da população, mas Isidório não compactua desse pensamento e criticou o armamento. “Eu quero ver o país na orbita do progresso e do crescimento. Mas querer um país com o fuzil, armamento de forças armadas, liberado para civil não pode. Tem muitos policias que nem munição tem, aí ele libera 5 mil munições para a população. Eu sou policial há 38 anos. Com um buquê de rosas na mão já causo problema, imagina com pistola”, completou.

Confira os detalhes na matéria de Romoaldo de Souza:

Relembre

Na última terça-feira (23), o parlamentar ficou conhecido nacionalmente ao sugerir uma interlocução de uma comissão da casa ou de um deputado para conversar com o chefe do Palácio do Planalto "em busca da paz".

“Pelo perfil dele, me sinto preparado para ir até lá, se for necessário, porque venho da Bahia, sou conhecido como doido. E para conversar com doido, só outro doido”, disparou.

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