Pós-manifestação

Presidente da Comissão da reforma da Previdência rebate críticas ao centrão


Deputado Marcelo Ramos (PR-AM) diz que manifestações não vão atrapalhar agenda da votação da reforma da previdência do Congresso

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 27/05/2019 às 11:07
Marcelo Camargo/Agência Brasi
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasi
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O presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara, em entrevista à Rádio Jornal nesta segunda-feira (27), o deputado Marcelo Ramos (PR-AM), disse que não se sentiu pressionado pelas manifestações pró-Bolsonaro do último domingo. Entre as pautas do movimento, estava a crítica ao bloco de partidos que reúne parlamentares de siglas como PP, PR, DEM, PRB, MDB e Solidariedade, o chamado 'centrão’, do qual o deputado faz parte.

"Eu sou filiado ao PR, ao Partido Liberal, um partido independente em relação ao governo. Um partido de centro do ponto de vista do campo ideológico do País, e não sou movido por pressões de extremistas. Eu tenho o compromisso com a reforma independente desse tipo de pressão e tenho demonstrado desde o início. Eu não me senti pressionado pelas manifestações de ontem, com não me senti pelas gigantescas manifestações dos estudantes na semana passada e nem me sentirei pelas manifestações agora do dia 30", afirmou.

Em entrevista a uma emissora de televisão no domingo, Bolsonaro também sugeriu que parlamentares se desvinculem do centrão O presidente fez um aceno ao Congresso ao dizer não querer brigar com o Parlamento, mas disse que a palavra “centrão” virou um "palavrão" e que parte considerável dos parlamentares não quer se rotulada ao "grupo clientelista". Sobre isso, o deputado Marcelo Ramos voltou a criticar a postura de Bolsonaro.

"Eu acho que o papel de um presidente é unir o país, e não dividir o país. E penso que neste aspecto o presidente erra, porque joga pela polarização, quando na verdade o papel do presidente da República deve ser buscar construir consensos, maiorias, e dialogar com todos os setores da sociedade", disse.

Ramos afirmou ainda que os atos não interferem no andamento da comissão da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

"Os trabalhos da Comissão estão perfeitamente dentro do calendário. Nosso cronograma tem prazos que são intransponíveis, regimentais. Um deles é o prazo de emenda até o dia 30. Depois do dia 30, agora na quinta-feira, o projeto vai concluso para o relator, que apresentará o relatório até o dia 15, então logo ele apresente eu colocarei o projeto em votação. Esse tipo de manifestação não tem nenhum efeito sobre o nosso trabalho."

Confira a entrevista com o presidente da comissão da reforma da Previdência na íntegra abaixo:


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