Hospital da Mulher do Recife promove ações para pessoas LGBTs

O encontro acontece enquanto os pacientes estão esperando o atendimento

INCLUSÃO SOCIAL
Hospital da Mulher do Recife promove ações para pessoas LGBTs

A equipe do ambulatório LBT, que atende mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais, organizou rodas de conversas e palestras. - Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

Neste dia 28 de junho, é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBT. E para lembrar a data, o Hospital da Mulher do Recife (HMR), localizado no bairro do Curado, Zona Oeste da capital pernambucana, está promovendo nesta sexta-feira (28) uma série de ações. A equipe do ambulatório LBT, que atende mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais, organizou rodas de conversas e palestras.

O encontro acontece nos ambulatórios e corredores da unidade, no momento em que pacientes aguardam o atendimento. A dona de casa, Flávia Rejane, disse que já sentiu a dor do preconceito só por estar abraçada com a mãe na rua. “Estamos vendo o mundo se acabar. Eu e minha mãe já ouvimos insultos. Ficamos sem reação. Eu e minha mãe andamos abraçadas e nos beijando na rua. Não vejo preconceito nenhum nisso”, lamentou.

O ambulatório do HMR funciona há três anos, mas apenas nesta sexta-feira (28) os pacientes atendidos poderão iniciar oficialmente o tratamento de hormonização, que segundo o ginecologista, Clayton David, é um avanço bastante relevante. “A nossa hormonização já existia no ponto de vista experimental. A partir de algum tempo a gente já tem entendido que a procura é bem grande e entendemos que deveria acontecer ainda mais”, afirmou.

Confira os detalhes na matéria de Isa Maria:

O estudante Oliver da Rocha, que é um dos pacientes e é transexual, conta como soube do serviço. “Eu soube pela minha namorada que estava sendo atendida aqui. Ela me sugeriu para conhecer.”

O estudante Thomás Miguel também é paciente, conheceu o tratamento ano passado e fala sobre a qualidade do atendimento. “A realidade é que as outras unidades não têm uma atenção grande para as pessoas como a gente. Não dão muita atenção por acharem que é uma ‘frescura’ e tendem a tratar a gente de outra forma. Aqui tem um bom atendimento e somos bem tratados”, completou.

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