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UFPE diz que não tem verba para atividades até o fim do ano


Pró-reitor de planejamento e finanças da universidade diz que a situação da instituição é grave

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 04/07/2019 às 10:12
Arnaldo Carvalho/JC Imagem
FOTO: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) anunciou que não terá orçamento suficiente para manter as atividades até o fim do ano. Isso se não houver o desbloqueio de 30% da verba feita pelo Governo Federal. De acordo com o pró-reitor de planejamento e finanças da universidade, Tiago Galvão, a situação é grave. Segundo ele, a universidade dispõe, hoje, de apenas R$ 16 milhões de crédito, quando o ideal seria R$ 66 milhões.

“Na realidade, a gente começa o segundo semestre agora no mês de agosto já começa com uma insegurança muito grande se vamos concluir o semestre orçamentariamente falando. Não temos orçamento suficiente para quitar todos os nossos contratos o até o final do exercício. A universidade sofreu um bloqueio de 30% que representa R$ 50 milhões de reais e hoje tem apenas R$ 16 milhões de crédito disponível para quitar todas as suas despesas, como energia, água, serviço de segurança, limpeza, manutenção de modo geral, insumos para pesquisas e projetos de extensão. Então é uma situação que realmente gera uma insegurança, mas a universidade vai iniciar o seu segundo semestre no processo de negociação. Continuamos esse processo de negociação desde o dia 2 de maio, quando recebemos um bloqueio no nosso sistema. Partimos para um processo de diálogo de negociação, de sensibilização do Ministério da importância que a Universidade Federal Pernambuco tem para um contexto local e nacional.”

O pró-reitor afirma que, caso o dinheiro não seja liberado, as aulas do segundo semestre correm o risco de serem suspensas. “Não podemos hoje, num ambiente que temos hoje 40 mil estudantes e mais oito mil servidores trabalhar no estrutura que está situada em um milhão e 800 mil metros quadrados, sem segurança, sem limpeza, então de fato há um risco caso não ocorra o desbloqueio de a gente não ter condições de arcar com todos os nossos contratos e tem que suspender contratos importantes, como segurança, limpeza e até mesmo energia.”

Protestos

Os alunos da UFPE dizem que foram pegos de surpresa com essa notícia. O coordenador-geral do diretório acadêmico, João Vitor, contou que os estudantes estão assustados e garantiu que vai haver protestos. “No dia 12 de julho, a gente tem uma grande manifestação lá em Brasília junto ao congresso da UNE, congresso esse que vai angariar aí mais de 10 mil estudantes. Aqui da universidade, a gente vai estar saindo com ônibus com caravanas do estado de Pernambuco para a gente defender a educação. Somos a décima melhor universidade do País e a melhor do Nordeste. A gente tá dizendo que não vai aceitar a gente vai aceitar.”


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