Mudanças

Economia de mais de R$ 900 bilhões em 10 anos com Previdência, diz governo


Secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, diz que impacto fiscal da reforma é 'extremamente relevante'

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 19/07/2019 às 15:39
José Cruz/Agência Brasil
FOTO: José Cruz/Agência Brasil
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O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira (18) que a economia que o governo vai obter com a reforma da Previdência – após as mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados – será de R$ 933,5 bilhões em dez anos.

Essa cifra corresponde ao valor que deixará de ser pago aos beneficiários, e também o aumento de receita com a cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro líquido (CSLL) dos bancos.

Antes de o projeto ser alterado pelos deputados, a previsão da área econômica era de R$ 1,236 trilhão no mesmo período (2020 a 2029).

Confira a entrevista com Rogério Marinho na Rádio Jornal na íntegra abaixo:

Segundo ele, o impacto fiscal da reforma é "extremamente relevante" e vai permitir que o governo possa fazer as modificações que a equipe econômica está propondo, como a reforma tributária, o pacto federativo, a reforma administrativa e a simplificação do estado.

O secretário disse que o impacto fiscal da reforma é "extremamente relevante" e vai permitir que o governo possa fazer as modificações que a equipe econômica está propondo, como a reforma tributária, o pacto federativo, a reforma administrativa e a simplificação do Estado.

Rogério Marinho também informou que o Senado Federal avaliará uma PEC paralela da reforma da previdência para incluir servidores de estados e municípios na reforma da Previdência. Com isso, o texto aprovado pela câmara, não será modificado.

“No Senado, o que nós temos é uma comissão que já acompanha o processo desde o início, capitaneada pelo senador Oto Alencar e relatado pelo senador Tasso Jereissati, e a disposição de manter a integralidade do texto. E qualquer modificação, adição, incorporação ao texto, virá em uma PEC paralela. Essa PEC será destacada do texto que foi aprovado na Câmara e referendado pelo Senado será promulgado e o que for aprovado a mais voltará para a Câmara para que continue uma tramitação.”

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma terá de ser aprovada em um segundo turno de votação, previsto para se iniciar em 6 de agosto, após o recesso parlamentar (de 18 a 31 de julho).


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