Cosa Nostra

Justiça congela bens de prefeito de Agrestina após operação da PF


Operação da Polícia Federal tem objetivo de desarticular organização criminosa que se instalou em diversas prefeituras do agreste de Pernambuco

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 23/07/2019 às 8:07
Prefeitura de Agrestina
FOTO: Prefeitura de Agrestina
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A Justiça Federal congelou os bens do prefeito da cidade de Agrestina Thiago Nunes. A decisão aconteceu em razão das investigações da operação da Polícia Federal Cosa Nostra. A operação é para desarticular uma organização criminosa que se instalou em diversas prefeituras dos municípios do Agreste pernambucano.

De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa contava com a participação de agentes públicos municipais para fraudar processos licitatórios com direcionamento de seus resultados. A Prefeitura de Agrestina disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Outro caso que também chamou a atenção é relacionada ao ex-prefeito da cidade de Belo Jardim, também no Agreste de Pernambuco. João Jatobá foi cassado e condenado por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito público, pagamento de notas fiscais e idôneas, superfaturamento de obras, pagamento por serviços não executados, fraude em licitação, entre outros crimes.

João responde em mais um processo por fraude e poderá pegar de 2 a 12 anos de prisão. Além de João Jatobá, o ex-secretário de Finanças do município e José Barbosa da Silva Filho, conhecido por Barbosinha, responde pelo mesmo processo. Ambos são acusados de utilizar indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas e serviços públicos no caso em que envolve o convênio entre a prefeitura de Belo Jardim e um banco privado.


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