FEMINICÍDIO

Julgamento do acusado de matar fisioterapeuta deve se estender até a madrugada


O comerciante Edvan Luiz da Silva é acusado de estuprar e matar a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 05/08/2019 às 15:32
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Após mais de dois anos do crime, a família da fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, morta aos 28 anos pelo vizinho, acompanha o júri popular do acusado de cometer o crime bárbaro. O julgamento de Edvan Luiz da Silva acontece nesta segunda-feira (5), no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, na área central do Recife.

O comerciante nega ter estuprado e assassinato a fisioterapeuta. A previsão é que o julgamento se estenda até a madrugada.

Os pais e os amigos da fisioterapeuta chegaram cedo, pouco antes das 7h. Às 8h30, o réu Edvan Luis da Silva chegou ao fórum. Escoltado por policiais militares e agentes penitenciários, ele entrou rapidamente em silêncio.

No plenário, os familiares e os amigos de Mirella sentaram nas primeiras cadeiras. Logo atrás sentaram os pais de Edvan que não quiseram falar com a imprensa. Às 9h30, o juiz Pedro Odilon Alencar Luz deu início a sessão. Três homens e quatro mulheres formam o júri.

Relembre o crime

A morte de Mirella virou um marco. O dia 5 de abril, data em que ela foi assassinada virou o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo foi abusada sexualmente e cruelmente assassinada a golpes de faca em um flat onde morava no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

O único suspeito do crime foi o vizinho: o comerciante Edvan Luiz da Silva. Ele foi preso horas após cometer o crime e foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco pelos crimes de estupro e por homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, emprego de meio cruel, sem chance de defesa da vítima e assegurar a ocultação de outro crime). O acusado está preso no Cotel, em Abreu e Lima.


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