Guarda compartilhada: necessidades da criança devem ser prioritárias

Com a guarda compartilhada, os amigos da família e os parentes também se tornam importantes elementos para adaptação da criança

DIVÓRCIO
Guarda compartilhada: necessidades da criança devem ser prioritárias

De 1984 à 2016, os divórcios cresceram 269%, segundo o IBGE - Foto: Reprodução/ Internet

Diante de uma separação, os pais também têm seus desafios e direitos em relação aos filhos. Robson Alexandre venceu os desafios iniciais da criação da própria filha, após o divórcio e conseguir a guarda compartilhada da criança.

O profissional da área de tecnologia da informação tem uma filha de 8 anos e em 2014 se viu com um desafio: ter a guarda compartilhada da criança, à época, com apenas 3 anos. Naquela época, ele encerrava um relacionamento de 14 anos. Para Robson, a maior preocupação no período era o bem-estar da filha.

Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1984 à 2016, enquanto a população brasileira cresceu 70%, os casamentos avançaram 17%. Em contrapartida, os divórcios aumentaram 269%.

No Brasil, por dia, são registrados, em média, mais de 500 dissoluções de casamentos. Hoje com 8 anos, a pequena Clarice visita o pai a cada 15 dias. É o modelo da guarda compartilhada. Mesmo assim, o casal, que manteve a amizade, consegue se adaptar a qualquer imprevisto.

Para a conciliadora voluntária do Tribunal de Justiça de Pernambuco e professora universitária, Andréia Nóbrega, essa atitude é positiva. Ela ressalta que tanto durante quanto após a separação as necessidades da criança devem ser prioritárias.

Com a guarda compartilhada, a adaptação para a própria criança acaba envolvendo os amigos da família e os parentes. Nessas horas, a paciência e a sensibilidade são importantes porque as dificuldades vão continuar a aparecer, mesmo após os filhos se adaptarem. Para Alexandre, elas o ajudam a continuar vivendo pela filha. 

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