Endometriose: lei sancionada no Recife quer dar visibilidade à doença

A endometriose atinge cerca de 175 milhões de mulheres no mundo todo e pode causar infertilidade

SAÚDE DA MULHER
Endometriose: lei sancionada no Recife quer dar visibilidade à doença

Doença pode causar infertilidade nas mulheres - Foto: Reprodução da internet

Infertilidade, fortes cólicas, fluxo menstrual intenso e dores durante a relação sexual são os principais sintomas da endometriose, uma doença que atinge cerca de 175 milhões de mulheres no mundo todo. Isso corresponde a 10 ou 15% das mulheres em idade reprodutiva.

Como forma de ampliar o debate sobre a endometriose, no Recife foi sancionada uma lei com o objetivo de informar e conscientizar as pessoas sobre a doença. O vereador Samuel Salazar, sem partido, foi responsável por apresentar o projeto. Ele também desconhecia o assunto.

Agora, com a aprovação da lei 18.600/2019, 30 de março passa a ser o Dia Municipal de Informação e Conscientização sobre a Endometriose, no Recife. A data foi escolhida em referência ao Março Amarelo, mês mundial da conscientização da doença.

Para a advogada especialista em direito médico e saúde, Milena Bassani, a medida é importante, mas outras ações precisam estar atreladas a esse incentivo para que, cada vez mais, as mulheres tenham uma vida saudável. “Um grande problema que a gente tem com relação ao diagnóstico da endometriose aqui em Pernambuco é o encaminhamento para o especialista. A gente tem no Hospital das Clínicas um médico especialista na doença, só que o médico da família muitas veze ele não tá próximo da doença e passa despercebido dos sintomas e não encaminha para o especialista”, alertou.

Confira os detalhes na reportagem de Max Augusto:

Convivendo com a endometriose

A endometriose foi o diagnóstico de Joelma Gomes. Aos 18 anos, a vendedora passou a sentir fortes dores na região pélvica. Apenas cinco anos depois ela foi diagnosticada com o problema. Nesse momento, tudo mudou pois novas dificuldades surgiram, como relata Joelma, hoje com 29 anos.

Depois de ter passado por duas cirurgias e um tratamento hormonal, atualmente Joelma convive com a doença. Ela também faz parte do grupo Endomulheres Recife, um coletivo onde várias mulheres se ajudam e dão dicas de como conviver com a doença.

Hoje, ela compartilha as próprias experiências, mas lembra que quando descobriu que tinha a doença, estava totalmente despreparada.  

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