PROTEÇÃO

Presidente de fundação diz que escola é fundamental no combante ao abuso sexual


Roberta Rivellino acredita que a educação sexual nas escolas é importante para que as crianças consigam perceber alguma situação de abuso sexual

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 13/08/2019 às 15:57
Marcelo Camargo/Agência Brasil
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A presidente da Fundação Childhood Brasil participa de evento no Recife para falar sobre abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes com educadores. Para a presidente da instituição, Roberta Rivellino, falar sobre educação sexual nas escolas é importante para que as crianças consigam perceber abusos.

“Quando a gente fala de educação sexual, a gente está falando de ensinar para essa criança, em todas as faixas etárias, a importância dela cuidar do corpo, de não deixar outras pessoas tocarem o seu corpo a não ser em situações de higiene e cuidados médicos”, alertou. “A escola é fundamental. Tem pesquisas que mostram que as crianças e os adolescentes que estão na escola querem falar sobre isso”, completou.

Ela está no Recife para participar do Cresça com o Google, evento que conta com aproximadamente 2 mil educadores. A presidente da Childhood Brasil vai falar sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, a partir das 18h, no Centro de Convenções.

Segundo Roberta, tratar esse tema com educadores é fundamental. “A gente precisa trabalhar em políticas de prevenção e o educador e a escola têm papel fundamental de trazer informação para empoderar a criança desse lugar de autoproteção”, destacou.

Dados assustam

De acordo com a presidente, por dia, uma criança sofre abuso ou exploração sexual em Pernambuco. "Os números são enormes. No Brasil todo, uma criança a cada 15 minutos está sofrendo algum tipo de abuso ou violência. E a gente sabe que isso é subnotificado. A escola tem um papel fundamental de engajar a criança e a família nessa conversa para a construção de uma política de prevenção”, apontou.

Ela ainda fala sobre os papeis do ambiente escolar. "Informar porque informação é igual a prevenção; observação para identificar se essa criança está sofrendo algum tipo de sofrimento ou de violência. Às vezes, a violência não deixa marcas visíveis, mas qualquer profissional da escola (...) observando mudanças de comportamento nessas crianças pode ajudar na identificação de pequenos sinais de violência. E, depois, no encaminhamento para tirar a criança desse sofrimento", concluiu.

Ouça a entrevista completa:


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