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IBGE aponta crescimento do trabalho informal entre as mulheres


Também houve crescimento na taxa de subocupação entre os homens e as mulheres

Publicado em 27/08/2019 às 15:37
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Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segundo trimestre de 2019, ou seja, de abril a junho, houve um aumento da informalidade no emprego feminino. A análise é do Núcleo de Pesquisas de Economia e Gênero da Faculdade de Campinas (Facamp). No que diz respeito à taxa de subocupação para os homens, o crescimento foi de 0,3%. No caso das mulheres, esse aumento foi de 0,8%.

Durante cinco anos, a paraibana Fabiane Borges trabalhava como auxiliar de biblioteca em uma escola, na cidade de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Há um ano ela foi demitida por uma redução de custos na empresa em que trabalhava. Sem estabilidade financeira, Fabiane tentou se recolocar no mercado de trabalho.

Segundo ela, uma tarefa bem difícil. “Eu tentei vagas em sites de empregos, levei currículo, mandei currículo por e-mail, entrava em grupos de whatsapp, enviava currículos para amigos direcionar para outros lugares, fui em empresas também”, disse.
Após as tentativas sem sucesso, Fabiane optou em trabalhar por conta própria no início do ano, vendendo bolos caseiros. Essa é uma realidade cada vez mais próxima das mulheres.

Longe de se preocupar com dados ou pesquisas, Fabiane Borges resolveu colocar a mão na massa e utilizar a comunicação para divulgar os bolos que já recebia elogios da família. Ela afirma que pretende cada vez mais se profissionalizar no segmento. “Vou no Sebrae fazer um apanhado do que vai ser necessário para fazer tudo direitinho. Fazer curso, aprender a planejar, toda essa parte administrativa”, contou.

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Para minha Amiga e cliente, com muito carinho. Jondiiiiii @janyolindape

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Vontade de empreender chegou cedo

Diferente de Fabiane, a administradora Karla Moraes sempre teve vontade de empreender. “Eu comecei a trabalhar aos 15 anos de idade, já com aquela vontade de vencer. Desde criança, eu dizia que nos meus 40 anos não queria trabalhar para ninguém, apenas para mim mesma”, contou. Essas dificuldades para conseguir realizar o sonho de abrir o próprio negócio foram enfrentadas na primeira tentativa. Após trabalhar 15 anos em um banco, Karla foi demitida em 2012. Nesse período, ela resolveu abrir uma franquia de colchões com o marido.

Entretanto, por questões burocráticas e até jurídicas, foram obrigados a encerrar prematuramente o negócio. Mas Karla não se deu por vencida e hoje também está no ramo alimentício, através do fornecimento de salgados.


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