CPRH tenta identificar navio que vazou óleo no litoral pernambucano

Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, foi um dos trechos do litoral a apresentar manchas de óleo

MEIO AMBIENTE
CPRH tenta identificar navio que vazou óleo no litoral pernambucano

O material já foi recolhido pela CPRH - Foto: Juliana Oliveira/ Rádio Jornal

O surgimento de várias manchas de óleo em trechos de praias do litoral pernambucano, desde o fim de semana, tem preocupado banhistas e comerciantes. Na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, também foi afetada.

Até o momento, as manchas de óleo apareceram na praia do Cupe, no Litoral Sul, na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e na praia de Del Chifre, em Olinda.

Segundo Eduardo Avelino, diretor de Controle de Fontes Poluidoras da CPRH, o problema não tem relação com o vazamento de óleo que ocorreu na área de processamento da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), no Porto de Suape, no dia 27 de agosto. “Esse é um óleo característico de lançamento de navio, infelizmente alguns navios acabam lançando esse material em alto mar e por conta das correntes marítimas acabam chegando na orla das cidades”, explicou.

O material já foi recolhido e está sendo analisado em laboratório. “É um óleo que, para o navio, não presta mais. É um óleo que trabalha dentro das suas áreas de combustíveis e como se torna pesado e imprestável, eles acabam lançando [ao mar]. Esse material deveria ser recolhido nos portos quando o navio atraca. Infelizmente algumas pessoas ainda praticam essa atitude que é danosa ao meio ambiente”, apontou.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

Busca pelos responsáveis

Ainda de acordo com o diretor, é muito difícil localizar o navio. “Estamos num trabalho com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, CPRH, Universidade Federal de Pernambuco juntamente com o Porto de Suape tentando identificar as rotas dos navios que passam na nossa costa para a partir daí a gente ir atrás dos navios que têm registros no Porto de Suape, no Porto do Recife com a passagem dos navios e, possivelmente, se encontrarmos essas correntes fica mais fácil encontrar o causador”, detalhou.

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