Especialista analisa ataque a refinarias na Arábia Saudita

Para o cientista político, os danos estruturais nas refinarias causados pelo ataque impacta diretamente no aumento no preço petróleo

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Especialista analisa ataque a refinarias na Arábia Saudita

Plataformas de exploração do petróleo - Foto: Divulgação/Petrobras

Em entrevista ao programa Passando a Limpo nesta terça-feira (17), o cientista político Thales Castro, especialista em política internacional, analisou os ataques contra instalações de petróleo na Arábia Saudita, que provocaram o temor de redução da oferta global da principal fonte de combustível do planeta.

"Foi um ataque por veículos não tripulados, que podemos chamar de drones, neste final de semana. Eles atingiram grandes refinarias de petróleo da Arábia Saudita. Não é fácil, pois houve danos estruturais nas refinarias. Isso teve um impacto imediato na oferta. Com o jorro do petróleo afetado, consequentemente, tem uma apreciação do preço do barril de petróleo impactando de maneira contagiante a várias economias emergentes, entre elas, a brasileira. Estamos diante de uma situação do quarto grande choque do petróleo", explicou.

Thales também comentou a decisão do presidente russo Vladimir Putin em oferecer nessa segunda-feira (16) à Arábia Saudita a compra de um sistema de mísseis antiaéreos para defender seu território após os ataques registrados contra sua infraestrutura de petróleo. Segundo o cientista, a decisão de Putin surpreende justamente pela Rússia ser uma aliada histórica do Irã, enquanto a Arábia Saudita está mais interligada aos Estados Unidos.

"A posição de Putin é surpreendente. O presidente russo sempre se coloca ao lado do regime iraniano, e essa manifestação de Putin causa surpresa, porque a Arábia Saudita tem uma aliança com os Estados Unidos e a gente ver o comportamento do Vladimir Putin como um contrapeso ao exercício hegemônico dos Estados Unidos. Ele é um anti-americanista. Então quando ele diz que está favorável à Arábia Saudita, a gente precisa analisar como uma postura política", avaliou.

Ouça a entrevista na íntegra:

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