Reencontros: irmãos albinos ainda enfrentam dificuldades

Os três irmãos albinos, moradores de Olinda, foram descobertos pelo fotógrafo Alexandre Severo, em 2009

ESPECIAL
Reencontros: irmãos albinos ainda enfrentam dificuldades

Irmãos foram descobertos pelo fotógrafo Alexandre Severo, morto em acidente aéreo em 2014 - Foto: Brenda Alcântara/ JC Imagem

Em 2009, o Jornal do Commercio publicou matéria do jornalista João Valadares e repórter fotográfico Alexandre Severo contando a história de três crianças albinas de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A publicação mudaria a vida da família. A quarta matéria da série Reencontros revisita os irmãos albinos.

Dez anos depois, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação foi ao encontro de Rute Carolaine, Estefane Caroline e Kauan José.  

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A matéria do repórter João Valadares e do fotográfico Alexandre Severo, que faleceu em 2014 no mesmo acidente aéreo que vitimou o ex-governador Eduardo Campos, correu o Brasil. Muita gente ficou comovida com o drama dos irmãos. Ao saber que Kauan, Estefane e Rute viviam sem ver a luz do sol, muita gente resolveu ajudar. 

Kauan passando protetor solar para se proteger do sol
Kauan passando protetor solar para se proteger do sol
Brenda Alcântara/ JC Imagem

Ser albino é ter o sol como uma constante ameaça. A infância sem dinheiro obrigou os irmãos de Olinda a permanecerem dentro de casa. O sol era um inimigo e, sem condições de comprar protetor solar, a vida era no escuro, sem luz.

Depois da publicação da reportagem em 30 de agosto de 2009, Kauan, Rute e Estafane começaram a receber a chave para o mundo lá fora. Os três irmãos têm uma dívida de gratidão toda especial para com a pessoa que mais lutou, e ainda luta, por eles: a mãe, Rosemere Andrade. 

E assim, rompendo barreiras, enfrentando às dificuldades, os três irmãos seguem cultivando sonhos para o futuro.

Confira os detalhes na reportagem de Ivan Junior:

Como ajudar

O protetor solar fator 99 é essencial para os irmãos. Sem ele, nada de sair. O problema é que o produto é caro: pouco mais de R$ 100 por um frasco que não dura uma semana – para cada um deles. A prefeitura de Olinda passou um bom tempo sem distribuir a loção, mas promete regularizar o processo. “Eles precisam passar por médico para atualizar a receita, com isso, podem receber o protetor”, garante a secretária executiva de atenção e vigilância à saúde de Olinda, Daniela Travassos.

Quem quiser e puder ajudar a família de Rosemere Andrade pode contactar Estefane pelo telefone (081) 98357-7186.

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