Advogado pernambucano é preso em São Paulo acusado de aplicar golpes

Homem é suspeito de fraudar processos de emissão de documentos de brasileiros que tinham o interesse em residir ou trabalhar no exterior

FRAUDE
Advogado pernambucano é preso em São Paulo acusado de aplicar golpes

O advogado foi preso em São Paulo - Foto: Reprodução/TV Jornal

Um advogado pernambucano foi preso pela Polícia Federal (PF), nesse domingo (6), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando voltava de Los Angeles, no Estados Unidos. Rodolfo José Cottard Giestosa Filho é suspeito de fraudar processos de emissão de documentos de brasileiros que queriam morar ou trabalhar na Itália e em Portugal. O advogado é do Recife, mas desde maio estava morando em Portugal após ter tido a prisão preventiva decretada. Em julho, o nome dele foi colocado em um banco de dados da Interpol e passou a ser procurado em 194 países.

O chefe de comunicação da Polícia Federal em Pernambuco, Giovani Santoro, explica como o advogado atuava. “Ele agia, em tese, aplicando golpe de estelionato nas pessoas se passando por um facilitador que pegava o documento das pessoas e prometia uma cidadania portuguesa e italiana. Ele também oferecia a revalidação do diploma de curso superior para que as pessoas pudessem trabalhar nesses dois países. Isso tudo era um grande golpe. As pessoas pagavam antecipadamente um valor que variava entre R$ 6.500 e R$ 9.500 e depois o advogado desaparecia, não atendia mais as ligações e bloqueava os contatos”, detalhou.

De acordo com Santoro, o advogado está preso em São Paulo e aguarda as determinações da Justiça de Pernambuco. “Quando ele estava vindo de Los Angeles, foi preso em Guarulhos através do mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Pernambuco. Agora ele está na carceragem da Polícia Federal esperando a determinação da Justiça. Ele pode voltar para cá e ser indiciado pelos crimes que praticou. Segundo o mandado de prisão, ele tem que ficar no presídio Aníbal Bruno enquanto percorre todos esses processos”, esclareceu.

Confira a reportagem de Lílian Fonseca:

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