Recife

Caso Beatriz: mãe acusa agente público de atrapalhar investigações

Mãe de Beatriz protocolou denúncia na corregedoria da SDS. Segundo ela, um perito do caso teria realizado plano de segurança para escola onde a menina foi morta

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 16/10/2019 às 18:10
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O caso da morte da menina Beatriz Mota teve um reviravolta nesta quarta-feira (16). De acordo com a família da menina, agentes públicos estariam atrapalhando as investigações à época do assassinato dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em 2015, no município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com Lucinha Mota, mãe de Beatriz, um perito que atuou na investigação do caso teria sido contratado pelo colégio para elaborar um plano de segurança para a instituição de ensino logo depois da morte de Beatriz.

Lucinha Mota esteve no Recife para protocolar uma denúncia na corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) do Estado e falou com a reportagem da TV Jornal: ''Meses atrás nós recebemos uma denúncia de que um dos suspeitos do caso ter participado do plano de segurança do colégio. A partir disso, nós começamos uma investigação. Nós conseguimos provas que ele realmente participou desse plano. Vários funcionários estão sendo investigados na participação da morte de Beatriz. Para mim, isso é um ato de imoralidade muito grande''.

Provas

Segundo a mãe de Beatriz, existem provas de que um agente público esteve no colégio para elaborar o plano de segurança. Sem citar data, ela conta que foi feito depois de o crime ter ocorrido. Além disso, de acordo com a Lucinha Mota, existe a suspeita de que outros agentes públicos também estão atrapalhando o caso.

''Fotos que comprovam que ele esteve dentro do colégio, realizando o trabalho privado para o colégio. Eu quero respostas. Quero saber se outras pessoas participaram. Acho uma imoralidade muito grande um perito participar do Caso Beatriz e participar desse plano de segurança, que foi feito depois do crime'', afirmou.

O caso

A menina Beatriz Mota foi morta aos sete anos de idade com 42 facadas, no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada no colégio particular em que estudava. Ela estava na festa de formatura da irmã mais velha e haviam várias pessoas no colégio. A criança se afastou dos pais para beber água e teve o corpo encontrado cerca de 30 minutos depois.

''Eu acho que não houve avanço (na investigação). A primeira delegada estava em uma linha de investigação. Em seguida, entra outro delegado e aparece várias linhas de investigações. Isso atrapalhou. Eu não entendo porque o caso é sigiloso. Não esta favorecendo em nada'', comentou Lucinha Mota.

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