João Campos defende trabalho da CPI do Óleo na Câmara dos Deputados

Segundo o deputado do PSB, criação de CPI pretende investigar a origem, avaliar as medidas que foram tomadas na contenção do óleo no litoral do Nordeste

ÓLEO NAS PRAIAS
João Campos defende trabalho da CPI do Óleo na Câmara dos Deputados

Deputado federal João Campos participou de entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal - Foto: Guga Matos/JC Imagem

Em entrevista ao programa Passando a Limpo desta terça-feira (19), o deputado federal João Campos (PSB) ressaltou a importância da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a origem das manchas de óleo que se espalharam pelo litoral do Nordeste brasileiro, que foi assinada na segunda-feira (18), pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para Campos, é importante que a Câmara Federal coordene os esforços para investigar as ações e as omissões do governo, além de apurar os responsáveis pelo vazamento do óleo que ocasionou o maior desastre ambiental nas praias do país.  "Já são mais de 75 dias e não tem uma explicação clara do que é que houve, de como e quando foi. Precisamos saber quais as ações que deveriam ser feitas pelas autoridades responsáveis, como o cumprimento do plano nacional de contingência, que não foi feito na totalidade e tem que ter alguém para investigar isso. Além disso, é preciso fazer uma mudança na legislação brasileira, pois ficou claro que o acompanhamento do oceano brasileiro por parte de satélites é insuficiente, como também o plano para contenção de desastre de óleo pesado que não existe, só existe para óleo leve”, explicou.

Questionado sobre a probabilidade da CPI do Óleo prejudicar a alta temporada turística no Nordeste, onde milhares de turistas aumentam a frequência nas praias, o parlamentar rechaçou a possibilidade e garantiu que a ideia da comissão é atuar para corrigir uma fragilidade na legislação brasileira no combate a desastres ambientais semelhantes. "O Brasil inteiro infelizmente acompanhou o que aconteceu com o Nordeste. Digo para essas pessoas que não se preocupem com a CPI porque ela não é um problema, e sim uma solução. Está claro que a uma fragilidade no Brasil para o enfrentamento de um desastre dessa dimensão. É um problema que deve ser enfrentado. Agora é claro que a gente não pode usar um espaço desse para fazer pirotecnia. As praias pernambucanas estão oficialmente liberadas para o banho, lazer e atividade econômicas", disse.

Desde agosto, manchas de óleo apareceram em mais de 600 locais do litoral brasileiro, de acordo com dados atualizados na sexta-feira (15) pelo Ibama. Até hoje, não se sabe a origem nem os responsáveis pelos vazamentos de óleo.

Ouça a entrevista na íntegra:

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