ENERGIA

Arquidiocese de Olinda e Recife critica implantação de usina nuclear em PE


Um documento foi entregue à OAB-PE enumerando uma série de prejuízos com a construção da usina nuclear no município de Itacuruba, no Sertão

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 26/11/2019 às 16:13
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A Arquidiocese de Olinda e Recife entregou na tarde desta terça-feira (26) à Ordem dos Advogados do Brasil seccional Pernambuco (OAB-PE) um documento que pede a não implantação da usina nuclear no município de Itacuruba, no Sertão. O manifesto enumera uma série de prejuízos com a construção do empreendimento.

O bispo auxiliar Dom Limacêdo Antônio aponta os riscos da instalação da usina nuclear. “Nós estamos preocupados porque nos países mais avançados o pessoal está desmontando as usinas. E como é que nós aqui vamos cria-las?”, questionou. “Nos preocupa as consequências disso, o que está por trás”, disse. Ele citou ainda como alternativa a utilização de energia solar.

A Comissão Regional de Pastoral para a Ação Sociotransformadora da CNBB Nordeste 2 preparou um documento intitulado Carta de Floresta em que aponta os perigos da instalação da usina nuclear. O documento é resultado de dois dias de debates promovidos pela Igreja no início de novembro para discutir a situação. O evento mobilizou povos tradicionais da região do Sertão de Itaparica, estudiosos do tema, políticos, além de leigos e religiosos, que se mostraram contrários ao projeto.

A “Carta de Floresta” reforça a necessidade da manutenção do diálogo sobre os impactos do complexo de seis reatores às margens do Rio São Francisco e sua real necessidade para o Brasil. O texto, inspirado no Evangelho de Cristo e nas palavras do papa Francisco, também sustenta a importância de buscar o desenvolvimento sem esquecer dos mais pobres.

Confira a carta:


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