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Saguis são encontrados mortos em Aldeia e SES investiga suspeita de febre amarela


Os 14 saguis morreram em um condomínio no bairro de Aldeia, em Camaragibe, em dezembro passado

Do Blog Casa Saudável
Do Blog Casa Saudável
Publicado em 07/01/2020 às 15:36
Guga Matos/ Acervo JC Imagem
FOTO: Guga Matos/ Acervo JC Imagem
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A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) investiga a morte de pelo menos 14 saguis em um condomínio fechado no bairro de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Entre as hipóteses, está a infecção pelo vírus da febre amarela. Os óbitos ocorreram no fim de dezembro passado e a informação foi revelada nesta terça-feira pelo blog Casa Saudável.

Técnicos do Programa Estadual de Controle das Arboviroses estiveram em Aldeia para coletar os animais, com o objetivo de fazer as análises para averiguar o que pode ter provocado as mortes. Também são levados em consideração possíveis surtos de herpes. O material já está sendo processado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE).

Como forma preventiva, também será feita a vacinação de bloqueio contra a febre amarela na população que vive no condomínio de Aldeia e arredores. A ação de imunização será realizada pelo município de Camaragibe. O Programa Estadual de Imunização já capacitou os profissionais das salas de vacina e da Atenção Primária da cidade. Já o Programa de Arboviroses também fará palestras educativas com os moradores e funcionários do condomínio.

A Secretaria Estadual de Saúde também treinou, na última segunda-feira (06), equipes da brigada ambiental, vigilância ambiental e secretaria de Meio Ambiente do município de Camaragibe sobre a importância de notificar a ocorrência de morte de primatas não humanos e os cuidados ao encontrar esses animais. Também foi reforçada a importância de não alimentar animais silvestres nem maltratá-los. É importante frisar que matar macaco é um crime previsto em lei, com sanções como prisão e pagamento de multa.

Sem casos

A SES informa que não registra casos autóctones, que ocorrem no próprio território, de febre amarela em Pernambuco desde 1938. Ou seja, não há a circulação do vírus da doença no Estado desde então. Destaca-se também que os macacos não transmitem a doença para os humanos, sendo vítimas também do vírus. Importante lembrar, ainda, que Pernambuco realiza, desde 2017, a vigilância em epizootia para monitorar a mortalidade de primatas não humanos, sem óbito relacionado à febre amarela desses animais no Estado.


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