PREJUÍZO

Colégio Luíza Cora, em Olinda, encerra atividades e revolta pais

Os responsáveis pelos alunos ficaram sabendo do fechamento do Colégio Luíza Cora através de um e-mail enviado nesta terça-feira (28)

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 29/01/2020 às 16:37
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FOTO: JC Imagem

A poucos dias para o começo do ano letivo, uma notícia pegou de surpresa os alunos, pais, responsáveis e funcionários de uma das escolas particulares mais tradicionais de Olinda, o Colégio Luíza Cora (CLC). Um comunicado enviado por um aplicativo de mensagem na segunda-feira (27) convocou a equipe da unidade de ensino, que tem sede no bairro de Casa Caiada, para uma reunião no dia seguinte. Ao chegarem no encontro, a surpresa: a instituição estava fechando as portas.

Os responsáveis pelas crianças e adolescentes ficaram sabendo do fechamento do Colégio Luíza Cora através de um e-mail da direção. A turismóloga e mãe de uma aluna do colégio, Carla Costa, detalha o conteúdo do e–mail. “Chegou por e-mail, ontem à tarde, e a gente foi comunicado que há uma parceria com uma escola privada. Algumas escolas de Olinda aceitam o voucher que eles vão entregar a partir de amanhã, mas não tem vaga em Olinda para todas as séries. Não tem escola pública e nem particular”, contou.

O advogado Manoel Marcos Soares tem uma filha e um neto que estudavam no colégio. Ele conta que há uma semana foi até lá e pagou à vista, em dinheiro, 1.300 reais em material escolar para cada uma das crianças. Segundo o advogado, a direção da escola cometeu uma série de infrações e avisa que está se organizando com os pais.

Problemas financeiros

A coordenadora do colégio, Adriana Alves, justifica que o fechamento do colégio aconteceu por conta de questões financeiras. Ela lamenta a situação. “Estava muito difícil. Primeiro começou a fechar a unidade 1, 2 e os esportes. A gente tentou suster o máximo que a gente pode. Conseguimos apenas 150 alunos, o que para a demanda da gente e o quantitativo de funcionários, não daria. Resistimos o máximo que pudemos”, explicou.

De acordo com a gerente de fiscalização do Procon do estado Danielle Sena, a escola tem 24 horas para formalizar o fechamento do colégio na sede do Procon. Ela também orienta como os responsáveis pelos estudantes devem prosseguir.