Conflito

Força Nacional é enviada ao Ceará para apoio nas ações de segurança


A população sofre com a falta de segurança devido à greve de policiais

Agência Brasil
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Publicado em 20/02/2020 às 11:18
José Cruz/ABr
FOTO: José Cruz/ABr
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Um grupo de militares da Força Nacional de Segurança Pública embarcou na manhã desta quinta-feira (20) do Aeroporto de Brasília com destino ao estado do Ceará. O avião da Polícia Federal, transportando os militares decolou às 8h, devendo chegar em Fortaleza às 10h45. Um segundo grupo embarca às 15h, devendo chegar na capital cearense às 17h45.

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Paralisação nas carreiras policiais é considerada inconstitucional

O envio da Força Nacional ao Ceará foi determinado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, após solicitação do governador Camilo Santa. A portaria, autorizando a medida, está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (20).

De acordo com o documento, a Força Nacional será empregada nas ações de "policiamento ostensivo e, se necessário, repressivo, a fim de proteger a população cearense, em razão de movimento paredista por parte das polícias estaduais. As ações serão, em caráter episódico e planejado, por 30 dias, a contar de hoje até 19 de março de 2020".

A chegada dos militares Força Nacional a Fortaleza é para garantir a segurança da população que, desde terça-feira (18), sofre com a falta de do policiamento por causa da paralisação de grupos de policiais militares insatisfeitos com a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo estadual.

Em pronunciamento divulgado nessa quarta-feira (19) nas redes sociais, o governador Camilo Santana se manifestou, dizendo que vai punir todos os militares envolvidos em atos de indisciplina e vandalismo.

“Diante desses atos de indisciplinas e vandalismos, praticados por alguns grupos, determinei, já ontem, que todos os policiais envolvidos em atos que configurem crime militar sejam afastados, respondam a inquérito policial militar instaurado pelos comandos, respondam também a processos administrativos disciplinar e tenham o salário cortado imediatamente”.

O governador informou também que manteve contato com o governo federal, através do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, e com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para informá-los de toda a situação e solicitar apoio de tropas federais.


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