SEGURANÇA

Moradores relatam insegurança e onda de assaltos no bairro de Setúbal


Polícia afirma que vai reforçar o patrulhamento no bairro localizado na Zona Sul do Recife

Publicado em 09/03/2020 às 14:00
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Moradores do bairro de Setúbal, na Zona Sul do Recife, reclamam dos constantes roubos e furtos que acontecem cada vez mais na vizinhança. O dono de uma pizzaria, Hailton Borges conta que já foi assaltado duas vezes e que em uma das investidas, os suspeitos desceram de um veículo e roubaram vários estabelecimentos.

“Chegaram bem ignorantes, pedindo pra gente baixar a cabeça, colocando a arma na minha cintura e pedindo os pertences, tanto da pizzaria, como dos clientes que estavam no estabelecimento. Não esbocei nenhuma reação. Eles também levaram os pertences da mulher que vende acarajé e os clientes que estavam com ela foram todos assaltados”, disse Hailton.

Já o dono de um lava jato da região, Ivson Melo reclama dos arrombamentos. Só o estabelecimento dele já foi invadido três vezes. “Eles me assaltaram sempre a noite. Na primeira vez, levaram a bomba d’água. Depois de dois ou três meses, levaram 22 cadeiras e uma mala de ferramentas. Na terceira vez, recentemente, levaram outra mala de ferramentas e duas bicicletas. Nesse último foi bem complicado porque eles arrancaram a grade durante a noite, no intervalo entre 20h30 e 00h50. Está cada dia ficando mais escrachado”, reclamou.

Diante de tantas reclamações, a polícia criou um grupo no Whatsapp para mapear as ruas mais visadas pelos criminosos, porém, de acordo com os moradores, a promessa de reforço no policiamento ainda não foi vista na prática.

Resposta

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o comandante da unidade foi certificado do problema e vai reforçar o patrulhamento na área. No local, também vão ser deflagradas três operações nos horários mais críticos para trazer mais segurança à comunidade. A nota afirmou ainda que no mês de fevereiro houve redução de 23% nos crimes contra o patrimônio. Já neste mês de março, a redução até o momento é de 50% em relação aos números de 2019.


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