Ipojuca interdita praias, rios e mangues para conter avanço do coronavírus

Com o decreto municipal, está proibido o banho de mar e as práticas esportivas

PROIBIÇÃO
Ipojuca interdita praias, rios e mangues para conter avanço do coronavírus

Praias de Ipojuca estão interditadas - Foto: Reprodução/TV Jornal

Em meio ao avanço do novo coronavírus em Pernambuco, a Prefeitura de Ipojuca, por meio do Comitê de Combate Contra o Coronavírus, lançou um decreto determinando a interdição de todas as praias, rios e mangues do município, estando proibidas, também, as práticas esportivas e recreativas.

Segundo o secretário de Saúde e presidente do Comitê de Combate contra o Coronavírus de Ipojuca, Wendel França, o decreto também determina a proibição do banho de mar, já que não há permissão para acessar à praia. "O brasileiro sempre tem um jeitinho, e, com isso, a pessoa podia ir com uma prancha dizendo que é surfista profissional, o outro entrava na água dizendo que era nadador profissional. Então a gente resolveu fechar por completo, porque é um problema de saúde pública. Nesse momento, o mais importante é cuidar da vida das pessoas", alertou.

O secretário ainda explicou como os turistas estão reagindo ao decreto. "É uma orla de 33 km entre várias pousadas, hotéis.. A gente é considerado a sexta rota mais procurada do Brasil. Imagine a quantidade de turistas que vem de todo Brasil e de todo o mundo para cá? De início tiveram uma resistência, mas depois as pessoas entenderam a nossa decisão devido a gravidade da situação", disse.  

Com a decisão, as praias de Porto de Galinhas, Muro Alto, Cupe, Maracaípe, Serrambi e as demais praias do litoral de Ipojuca estão interditadas por esse decreto municipal. De acordo com o secretário, aqueles que não colaborarem e resistirem em cumprir ao decreto municipal poderão ser encaminhados à delegacia por crime de desobediência. "Na realidade, a gente está conversando com todo mundo e eles estão entendendo. Isso é caso de polícia. Quem descumprir, pode até ser detido e ir para a delegacia de polícia. 

Ouça a reportagem de Marcela Maranhão:

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