PANDEMIA

Pacientes do grupo de risco do coronavírus enfrentam longa espera na Farmácia do Estado

O tempo médio de espera na Farmácia do Estado, nesta quinta-feira (16), foi de duas horas

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 16/04/2020 às 13:15
Bruno Campos / JC Imagem
FOTO: Bruno Campos / JC Imagem
Leitura:

O pátio da Farmácia do Estado, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife, dava filas na manhã desta quinta-feira (16). A maioria era de idosos, pessoas com problemas respiratórios e transplantados, ou seja, pacientes que fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus.

Dona Sebastiana Ramos, de 82 anos, colocou uma máscara que comprou e foi enfrentar a fila para pegar remédios para asma e DPO. “Doença de quem fuma sem eu nunca ter fumado”, disse.

Marcas no chão deveriam ajudar a manter o distanciamento das pessoas. Mas a extensão era tão grande que a aproximação entre as pessoas chegava a ser inevitável em alguns trechos. A Farmácia do Estado permitiu a entrada apenas de oito pessoas por vez. O protocolo de segurança acabou provocando uma espera média de duas horas, ainda assim, sem nenhuma garantia de que o remédio estaria disponível.

A dona de Cristina Silva, de 59 anos, enfrentou a fila pela terceira vez. “Eu sempre enfrento essa fila para quando chegar lá dentro saber que não tem o remédio”, contou.

Resposta

Com relação à medicação Indacaterol, que está em falta, a gestão da Farmácia de Pernambuco disse que há estoque na apresentação de cápsulas de 330 gramas. Sobre a denúncia de que o serviço telefônico está sem funcionar, a informação é de que os pacientes podem acessar outros canais, como o Ministério da Saúde e a Ouvidoria Geral do Estado.

A gestão da Farmácia do Estado também disse que vem tomando uma série de medidas para evitar aglomeração e contato entre as pessoas e que para evitar o deslocamento de pacientes idosos, a orientação é que eles busquem enviar um representante para fazer a retirada do medicamento.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Confira o passo a passo de como lavar as mãos de forma adequada:

Mais Lidas