Novo chefe da PF troca superintendente do Rio de Janeiro, alvo do presidente Jair Bolsonaro

O filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, é suspeito de chefiar esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

POLÍTICA
Novo chefe da PF troca superintendente do Rio de Janeiro, alvo do presidente Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro - Foto: Antonio Cruz/ABr

Numa solenidade rápida, o presidente nomeou e empossou o delegado Rolando Alexandre de Souza no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, nesta segunda-feira (4). Imediatamente, Rolando Alexandre nomeou o delegado Carlos Henrique Oliveira para ser o diretor-executivo da Polícia Federal, que era superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, região de interesse da família Bolsonaro.

A estratégia do novo diretor-geral da Polícia Federal de promover o delegado Carlos Henrique seria uma tentativa de não dar a entender que ele cedeu às pressões do presidente Jair Bolsonaro de tirar Oliveira de perto das investigações do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro. Ainda não foi divulgado o nome de quem irá substituir Carlos Henrique.

Rachadinha de Flávio Bolsonaro 

O senador é apontado pelo Ministério Público como chefe de uma organização criminosa que atuava dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro num esquema conhecido como rachadinha, que é quando os funcionários recebem os salários mas devolvem parte dos vencimentos aos chefes, neste caso, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu demissão do cargo porque o presidente Jair Bolsonaro queria interferir no comando da Polícia Federal. Bolsonaro chegou a nomear para a direção-geral da corporação o delegado Alexandre Ramagem, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não permitiu. O novo diretor-geral era subordinado de Ramagem e tido como braço-direito dele.

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