Desinformação

Problema de agendamento para tirar RG provoca filas no Instituto Tavares Buril


Pessoas que tentam tirar a carteira de identidade não conseguem agendar pelo site

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 08/07/2020 às 15:58
Bruno Campos/JC Imagem
FOTO: Bruno Campos/JC Imagem
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No Instituto de Identificação Tavares Buril, na Rua da Aurora, Centro do Recife, a entrada de pessoas estava controlada nesta quarta-feira (8). Quem conseguiu agendar o atendimento tinha prioridade e entrava direto. Mas muitas pessoas não conseguiram encontrar vagas no site de agendamento e tentaram arriscar assim mesmo. O jeito foi enfrentar fila.

A diarista Luciana Santos tentou agendar o atendimento para tirar a carteira de identidade do filho, mas não conseguiu porque todas as vagas no site estavam preenchidas. O problema é que, na hora, nem todo mundo que agenda aparece para ser atendido.

“Por exemplo, ontem mesmo, disseram que tinham agendado 65 pessoas e só chegaram cinco, sessenta não chegaram”, contou.

O não comparecimento no IITB acaba prejudicando quem realmente precisa. Ao acessar o site PE Cidadão, onde os agendamentos são feitos, só estão disponíveis marcações para Compesa, seguro desemprego e certidão negativa de roubos e furtos de veículos. A opção para agendamento de identidade não aparece mais.

Edson Cláudio Alves está desempregado e teve o RG roubado durante um assalto. Até agora, não conseguiu sacar o auxílio emergencial por causa da falta do documento. Ele tem até uma declaração da caixa exigindo o RG.

“Toda vez que eu venho aqui, e é a segunda vez que eu to aqui, mandam eu ir no site e não aparece nada.”

A autônoma Eliana Cavalcanti também está passando pelo mesmo problema. Ela não conseguiu agendar o atendimento para tirar o RG por falta de vagas disponíveis. Também não conseguiu sacar nenhuma das parcelas do auxílio porque a carteira de identidade é o único documento aceito pela Caixa.

“Não tem vaga. Agora eu vou tentar mais uma vez aqui, no Tavares Buril. Tenho família, tenho netos que dependem de mim. E minha nora não tem documento nenhum.”

Ouça a reportagem de Cinthia Ferreira:


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