Protocolo de retomada das aulas divide opiniões

O protocolo divulgado nesta quarta-feira continha apenas informações sobre medidas gerais; A data da volta as aulas ainda não foi anunciada

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Protocolo de retomada das aulas divide opiniões

A volta das escolas e faculdades ainda não têm data marcada. - Foto: Acervo/ JC Imagem

O protocolo de retomada da educação dividiu opiniões. O documento divulgado nesta quarta-feira (15) ressalta apenas medidas gerais que devem ser tomadas pelas instituições do ensino infantil até o ensino superior. Mas nele, não há datas de retomada das aulas presenciais.

A volta das escolas e faculdades ainda não têm data marcada, o que frustrou a expectativa de donos de instituições privadas. Segundo o sindicato, a maioria dos colégios estão prontos para receber os alunos. O diretor executivo dos estabelecimentos de ensino no estado de Pernambuco, Arnaldo Mendonça, relata como estão se preparando as instituições de ensino do estado. “Todas as escolas particulares estão cuidando de todos os protocolos para que se recomecem com toda segurança. Não é interessante pra ninguém abrir a escola e depois de 8 a 15 dias ou 20 dias fechar novamente como aconteceu em Paris", explica.

Já o sindicato dos trabalhadores da educação de Pernambuco pede cautela. O documento, segundo a categoria, ainda é muito abrangente, como ressalta o diretor do sindicato, Heleno Araújo. “Precisa de fato ser aprimorado, detalhado e cuidar por mais um pouco mais tanto das condições, mas também das relações de trabalho dentro dessa nova situação que estamos vivendo. Sem contar que é preciso pensar também no deslocamento, desses trabalhadores dos estudantes até a escola. Tudo isso tem que estar no pensamento na hora de construir um protocolo específico para a área da educação", pondera.

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Segundo a Secretaria de Educação, a data com a retomada das aulas presenciais só será divulgada após uma análise detalhada dos casos da covid- 19 no estado de Pernambuco. Protocolos complementares também devem ser criados como é o caso da educação infantil. As creches, por exemplo, recebem crianças de 0 a 3 anos e elas não podem utilizar máscaras por recomendação de pediatras. O secretário de educação do estado Fred Amâncio fala sobre como as escolas podem agir na volta as aulas. "Tanto na área da educação infantil como em outras áreas na educação que tenham particularidades pode ser necessário e está previsto no protocolo a criação de protocolos complementares. Então por exemplo, uma escola particular pode criar regras complementares para o seu dia a dia que ela entende importante. Desde que observe todas as regras do protocolo geral.”

As aulas devem ser retomadas nesse segundo semestre, em etapas. Algumas séries vão ter prioridades como o terceiro ano do ensino médio que está no topo da lista. Ainda segundo o secretário Fred Amâncio quando as datas de retomada estiverem definidas, um documento com orientações de como conduzir o ano letivo será divulgado para as escolas.

Ouça a reportagem de Cintia Ferreira:

 

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