Manifestação

Maqueiros protestam em frente ao Hospital Otávio de Freitas


Os maqueiros foram afastados dos cargos na última quinta-feira (30) sem nenhuma explicação do motivo

Carol Coimbra
Carol Coimbra
Publicado em 03/08/2020 às 9:58
Tião Siqueira / Jc Imagem
FOTO: Tião Siqueira / Jc Imagem
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Na manhã desta segunda-feira (3), maqueiros que trabalhavam no Hospital Otávio de Freitas no bairro de Tejipió, Zona Oeste do Recife, fazem uma manifestação em frente ao local.
Na última quinta (30), 41 destes profissionais foram desligados de suas funções e ainda não têm informações sobre o que levou a essa demissão em massa. No protesto, eles cobram um posicionamento da direção da unidade de saúde.

Carlos de Lima, ex-maqueiro do hospital que está presente na manifestação, fala sobre a situação. Ele conta que trabalhava há mais de um ano no local, quando recebeu uma ligação de telefone que comunicava o desligamento do cargo.
“Nós chamamos essa devolução de arbitrária. Eu mesmo foi comunicado por telefone, que não precisava vir mais trabalhar, depois de mais de um ano trabalhando no hospital em linha de frente durante a pandemia. Inclusive, fui infectado com a covid-19. Assim que restaurado, voltei a trabalhar na linha de frente da covid, eu tenho comorbidades e mesmo assim voltei a trabalhar com a doença. E recebi por telefone que tinha sido desligado. Durante a pandemia, o diretor do hospital falou que nós éramos o braço direito dele, e agora após a pandemia, ele corta esse braço direito fora. Ficamos sem entender.”

Lima ainda completou dizendo que não houve uma explicação exata para a demissão tanto dele quanto dos outros funcionários. “Não houve uma explicação, é essa a interrogação que está em nossa mente. Fomos devolvidos, simplesmente e pronto. Agora entendemos que essa devolução em massa de 41 maqueiros só aconteceu aqui no Hospital Otávio de Freitas. Não é culpa da empresa porque nós estamos com a carteira assinada, vem trabalhador carregar cartão de alimentação também.”

Os maqueiros assinaram um novo contrato com a nova empresa que coordena agora o hospital há cerca de um mês. “Há exatamente um mês que nós assinamos com essa nova empresa. Então nós entendemos que esse desligamento partiu da diretoria do hospital. E hoje nós queremos que o senhor doutor Antonio Almeida se apresente e diga para nós porque que ele está nos devolvendo”, disse Carlos de Lima.

O ex-maqueiro ainda afirmou que os manifestantes pretendem continuar com cartazes, apitos, reunidos na frente do hospital até o momento em que o diretor da unidade os receba com explicações do motivo pelo qual eles foram afastados dos cargos. “Ficaremos aqui até a hora que o diretor nos receba, pelo menos uma comissão, que nos dê uma explicação convincente, ou que devolva nossos empregos. Até a hora que o sindicato dos maqueiros envie um representante, até a hora que a secretaria do estado de Pernambuco se pronuncie continuaremos aqui reunidos.”

Ouça a reportagem de Mônica Ermírio:


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