Filhotes de tartaruga marinha nascem na Praia de Boa Viagem

Ninho da espécie tartaruga-oliva com 94 filhotes nasceram nessa quinta-feira (20)

VIDA NOVA
Filhotes de tartaruga marinha nascem na Praia de Boa Viagem

O ninho era monitorado desde junho pela Brigada Ambiental - Foto: Brigada Ambiental/Divulgação

Novas vidas chegaram na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, nesta quinta-feira (20). Noventa e quatro filhotes de tartaruga marinha da espécie tartaruga-oliva nasceram no local. O ninho era monitorado desde junho pela Brigada Ambiental, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura do Recife, em parceria com o Projeto Tamar. A tartaruga-oliva é considerada vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Após 65 dias de monitoramento realizado pelo efetivo da Brigada Ambiental, com acompanhamento da área isolada diariamente para garantir a preservação do ninho, apenas oito ovos não eclodiram e 26 filhotes foram a óbito.

O órgão isolou o espaço no dia 16 de junho com estacas e uma placa de sinalização que cita a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). De acordo com a Lei, modificar, danificar ou destruir ninhos, abrigo ou criadouro de espécimes da fauna silvestre é crime ambiental, com penalidade de detenção de seis meses a um ano. Na placa, também constava o número para denúncia por violação através da Central de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife: 0800.720.4444.

“Durante todo o período de incubação, também assistido pelo técnico em meio ambiente, voluntário e assistente do Projeto Tamar, Adriano Augusto Artoni, fizemos o monitoramento necessário para preservar o ninho, além de que a cerca impede a violação e passagem de banhistas próximo ao espaço. Acompanhamos o momento da eclosão e o percurso percorrido pelas tartarugas até o mar”, contou Júlio Melo, chefe da Brigada Ambiental.

A época de desova é regida principalmente pela temperatura, ocorrendo nos períodos mais quentes do ano. No litoral brasileiro, acontece entre setembro a março, com variação entre as espécies. “É importante que a população ajude avisando sempre que identificar uma desova. O melhor a fazer é acionar a Brigada Ambiental e deixar o animal tranquilo para compor seu ninho”, esclarece o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Neves Filho.

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