Saúde

Psiquiatra fala sobre possíveis riscos causados pelo uso de pistola medidora de temperatura corporal


O psiquiatra Edvaldo Neto também comentou sobre doenças mentais em decorrência da covid-19 e do isolamento social

Carol Coimbra
Carol Coimbra
Publicado em 21/08/2020 às 10:40
Wellington Lima/JC Imagem
FOTO: Wellington Lima/JC Imagem
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Em entrevista ao Passando a Limpo desta sexta-feira (21), o psiquiatra Edvaldo Neto falou sobre as informações divulgadas em mídias sociais no Brasil e exterior sobre riscos causados pela pistola que mede a temperatura corporal de pessoas que acessam estabelecimentos. Alguns têm falado que a pistola mata neurônios, causa câncer e até cegueira.

“Eu não conheço tecnicamente como essas pistolas funcionam, mas sei que elas funcionam com objetivo claro, que é medida da temperatura, que pode ser feita em várias partes do corpo. Eu não posso dizer exatamente que tipo de profundidade esse laser vai. Mas sei que certamente, tudo que eu li, são aproveitadores. Veja, a rede social traz um novo personagem que não existia na nossa época, que é a celebridade de 15 minutos. Então, vai aparecer alguém que fala como médico para afirmar algo, mesmo que seja negado depois de meia hora. As notícias que eu li não foram só em português, mas em espanhol também, com a mesma questão. Então, essas pessoas têm os 15 minutos de fama e prejudicam muito a população, porque a população é facilmente impressionável, principalmente quando a pessoa está vestida de branco com jaleco branco, dizendo ‘eu sou cientista, sou médico’. Isso é um desserviço”, explicou.

Sobre a covid-19 poder causar doenças mentais futuras em quem já adquiriu o vírus e se curou, o pesquisador falou que nada ainda pode ser afirmado.

“Isso não se pode ainda ser afirmado, qual é a consequência biológica da covid então não dá pra se dizer assim. O que a gente pode afirmar com categoria de quem leu sobre a questão da depressão, isolamento social e pandemia, primeiro o isolamento social pode fazer com que apareça um quadro depressivo que não existia com relação a um quadro depressivo anterior, isso é fato. O confinamento pode em uma pessoa fragilizada causar um processo depressivo”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:


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