Rodoviários da Vera Cruz protestam contra atraso de salários em Jaboatão

Veículos da empresa Vera Cruz estão parados desde a madrugada sem previsão de voltar às ruas

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Rodoviários da Vera Cruz protestam contra atraso de salários em Jaboatão

Os funcionários só irão abrir novamente quando receberem os salários. - Foto: CRÉDITO BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

Matéria atualizada às 12:45

Cerca de 300 rodoviários estão fazendo um protesto desde a madrugada desta terça-feira (25) na garagem da empresa Vera Cruz, localizada no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes. Nenhum veículo deixou o local, e a empresa atende pelo menos quatro terminais integrados: Tancredo Neves, Barro, Aeroporto e Cajueiro Seco. Os veículos que estão parados atendem principalmente os bairros do Ibura e Jardim Muribeca. O motivo da manifestação é a falta de pagamento dos salários dos funcionários.

O despachante Elison José Ferreira de Lima explicou que os salários estão atrasados desde o mês de junho.

“O que nós estamos reivindicando aqui são os salários atrasados do mês de junho. Ficou prometido pelo diretor Aurino em relação aos tickets de alimentação. Depois da medida provisória ter cessado no mês de junho, o pessoal passou a trabalhar em regime integral, sendo que esses valores de salários não foram repassados integralmente. Então, o pessoal já vem com atrasos de salários do mês de junho e do mês de julho. O motorista que tem um adiantamento quinzenal de R$ 945 recebeu R$ 239. Um cobrador que é R$ 345 recebeu R$ 109 e um despachante, que é um salário quinzenal de R$ 608, recebeu em torno de R$ 164”, explicou.

O despachante ainda falou que o plano de saúde dos funcionários também está sendo um problema.

“O plano de saúde do Hapvida, ele é descontado pela empresa, mas não é repassado, causando aos trabalhadores aqui o constrangimento na hora do atendimento. A empresa recolhe do trabalhador, esses valores do seu salário integral e quando é para repassar eles não repassam. Então existe um problema gravíssimo e o pessoal passa por um constrangimento terrível” denunciou.

De acordo com Elison, os transtornos com a empresa não começaram agora, no dia 27 de abril houve outra manifestação. No protesto desta data, a reivindicação foi a falta de equipamentos de proteção para evitar o maior contágio com a covid-19. Segundo o despachante só foram enviadas duas máscaras para cada trabalhador até hoje.

Liberação dos ônibus

Segundo o despachante, a liberação vai depender da resposta da diretoria. Os funcionários só irão abrir novamente quando receberem os salários. De acordo com informações, um diretor da empresa tentou negociar para liberar os transportes, mas a categoria não aceitou se a empresa não pagar todo o retroativo.

Ouça a reportagem de Cinthia Ferreira:

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